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Qual é a opinião dos militares sobre o ano de 1964?

POR Mateus Graff    EM História      19/04/16 às 18h34

Em 1964, o comício organizado por Leonel Brizola e João Goulart, na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, serviu como estopim para o golpe. Neste comício eram anunciadas as reformas que mudariam o Brasil, tais como o plebiscito pela convocação de uma nova constituinte, reforma agrária e nacionalização de refinarias estrangeiras.

E foi neste cenário que, depois de um encontro com trabalhadores, em 1964, que João Goulart (eleito à época, democraticamente, pelo Partido Trabalhista Brasileiro - PTB) foi deposto e teve de fugir para o Rio Grande do Sul e em seguida, para o Uruguai. Desta maneira, o Chefe Maior do Exército, o General Humberto Castelo Branco, tornou-se presidente do Brasil.

O golpe de 1964 foi amplamente apoiado à época e um pouco antes por jornais como O Globo, Jornal Brasil e Diário de Notícias. Um dos motivos que conduziram o golpe foi uma campanha organizada pelos meios de comunicação, para convencer as pessoas de que João Goulart levaria o Brasil a um tipo de governo semelhante ao adotado por países como China e Cuba, ou seja, o comunismo, algo inadmissível naquele tempo.

Bom, no dia 18 de abril de 2016, devido ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ter feito uma homenagem ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que dizia o seguinte: "Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff"", nós fizemos uma matéria apresentado quem era o tal coronel, que você pode conferir aqui. Devido a pedidos de alguns dos nossos leitores, de escrever uma matéria sobre a visão dos militares do golpe de 64, nós, da Fatos Desconhecidos, decidimos atender a esses pedidos. Primeiramente queremos lembrar que o que vamos citar nessa matéria é um resumo do documentário O Contragolpe de 1964 - A Verdade Sufocada, onde explicamos o começo do partido PCB até a presidência do general Castelo Branco, com a posição de alguns políticos e militares importantes. Então, caros leitores, tendo em mente que o que vocês vão ler é um resumo do documentário e não uma visão nossa, confiram agora a nossa matéria sobre a visão dos militares do golpe de 1964.

Resumo do documentário O Contragolpe de 1964 - A Verdade Sufocada:

O PCB, Partido Comunista do Brasil, nasceu no dia 25 de março de 1922, que aceitava as ordens diretas de Moscou e em 1927, partindo da teoria prática, o PCB criou uma frente única operária e iniciou um trabalho de infiltração nos quartéis, influenciando Luiz Carlos Prestes, capitão do exército para aderir ao comunismo, fato que se deu em março de 1931. Em abril de 1935, Prestes foi encarregado de promover um levante armado no Brasil, tendo como objetivo derrubar o presidente Getúlio Vargas e tomar o poder. Liderados pela Aliança Nacional Libertadora, militares a favor do comunismo iniciaram a rebelião no dia 23 de novembro de 1935, dentro dos quartéis em varias partes do país. Mas com a falta de organização e apoio popular, o exército derrotou os comunistas e evitou o golpe de estado, fazendo com que Prestes fosse preso e exonerado do seu cargo.

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Seguindo ordens de Moscou, o PCB começa a apoiar Getúlio Vargas mas depois do fim da Segunda Guerra Mundial, o PCB começa a agitar de novo para as massa populares e tenta desestabilizar o governo Dutra através de uma política conspirativa. Durante toda a década de 50, Moscou, através de suas redes comunistas de partidos no mundo inteiro, tentava acabar com as democracias ocidentais. O fato da vitória comunista em Cuba, fez o PCB defender com mais intensidade a luta armada com uma única solução viável para acabar com os problemas do Brasil.

Nos primeiros anos da década de 60, o Brasil passou a viver crescente de instabilidade política, militar e institucional. Em 1961, Luiz Carlos Prestes foi a Moscou para planejar a revolução agrária do Brasil. Neste mesmo ano, no governo de Jânio Quadros, o PCB enviou a cuba com apoio de Fidel Castro brasileiros para treinamento político e militar, visando a preparação de quadros revolucionários para desencadear ações de guerrilha rural e urbana no Brasil. No Nordeste do Brasil, Francisco Julião organizava as ligas camponesas com militantes treinados em Cuba. Enquanto isso, Goulart governava o país de forma pendular, hora era do lado dos comunistas, hora era do lado dos conservadores. Em setembro de 1963, tudo indicava que o país caminhava para uma revolução de esquerda, principalmente com João Goulart apoiando a sindicalização de sargentos, promovendo a quebra da hierarquia e da disciplina nas forças armadas. Em 4 de outubro de 1963, Goulart solicita o estado de sitio do Congresso Nacional pelo prazo de 30 dias.

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A manobra foi repelida pelo congresso e João Goulart passou a conduzir ações no sentido de implementar o projeto golpista que acabaria em um regime totalitário de esquerda. O país começou a viver dias de intranquilidade, estaguinação econômica e inflação descontrolada. Foi aí que Leonel Brizola unificou as esquerdas na frente de mobilização popular, criando o grupo dos 11 companheiros para tomar o poder da luta armada. João Goulart e o PCB mantiam entendimentos constantes e no dia 13 de março de 1964, o comício realizado na praça Central do Brasil, no Rio de Janeiro, ficou conhecido como a comissão das reformas, com mais de 100 mil pessoas pedindo a legalização do PCB e a entrega de armas ao povo para a luta armada, com João Goulart, Miguel Raiz e Leonel Brizola no palanque. No dia 19 de março aconteceu a Primeira Marcha da Família com Deus com 800 mil pessoas em oposição ao comício.

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Em 20 de março, apoiados por Brizola a associação dos fuzileiros e marinheiros navais do Brasil, reuniram-se dando origem a vários movimentos rebeldes no interior das forças armadas. Luís Carlos Prestes manifestou o desejo de que o Brasil fosse o primeiro país da América do Sul a seguir o exemplo de Cuba, se tornando uma nação comunista. Na véspera de 30 de março de 1964, João Goulart, ignorando pedido de assessores e do seu líder na câmara, Tancredo Neves, compareceu a uma homenagem da Associação dos Sargentos da Polícia Militar, discursando a favor da mudança na constituição para que pudesse concorrer as eleições presidenciais de 1965, desagradando a Carlos Lacerda, Magalhães Pinto e Juscelino Kubitschek, pré candidatos a presidência da república.

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O golpe da esquerda já estava preparado para primeiro de maio de 1964 caso o Congresso Nacional não aprovasse as mudanças. A imprensa brasileira exigiam ações das forças armadas para evitar o comunismo no Brasil. O General Olimpo Moirão Filho resolveu partir com suas tropas sediadas em MG para o RJ. O General Castelo Branco, ao saber disso, telefonou para Magalhães pinto, com o intuito de segurar o levante. João Goulart, em busca de segurança, viajou para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentavam organizar a resistência. João Goulart desistiu de uma confronto militar com os revolucionários e seguiu para o exílio no Uruguai. Foi aí que o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazilli, no dia 2 de abril, assumiu a presidência da república. E no dia 15 de abril o General Castelo Branco assumiu a presidência, que garantiu a consolidação do regime militar.

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Quer conferir o documentário completo? Segue abaixo o vídeo:

E aí amigos, gostaram do nosso resumão sobre a visão dos militares do golpe de 1964? Comentem!

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