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Rastros do cometa Halley trarão chuva de meteoros no mês de maio

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A ocorrência das chuvas de meteoros se dá quando a Terra cruza áreas com uma maior concentração de poeira cósmica, normalmente deixada pelos cometas em suas longas órbitas ao redor do Sol.

Nesse caso, o cometa Halley, que é amplamente conhecido, é responsável por duas das principais chuvas de meteoros do ano: a de Eta Aquarídeos em maio e a de Orionídeos em outubro.

Para aqueles que residem no Hemisfério Sul, os Eta Aquarídeos constituem uma das melhores chuvas de meteoros anuais, e vale a pena permanecer acordado até altas horas da madrugada para contemplar esse magnífico evento celeste.

Calendário da chuva de meteoros em maio

Via Olhar Digital

A princípio, a primeira semana, no dia 5, traz um eclipse lunar visível, o primeiro registrado. Ele será do tipo penumbral, que é quando a Lua está na região menos escura da sombra terrestre.

Este é um fenômeno sutil e apenas uma pequena diminuição no brilho da Lua será perceptível. No entanto, não poderemos ver do Brasil, mas a internet possui lives em tempo real. O auge será às 14h53.

Na madrugada do dia 6, ocorrerá o pico dos meteoros Eta Aquarídeos, causados por grãos de poeira deixados pelo cometa Halley. Olhe para o Leste a partir das 2h. Quanto mais escuro o local da observação, mais meteoros serão visíveis.

No dia 17, a Lua minguante se posicionará ao lado do planeta Júpiter nas horas que precedem o nascer do Sol, formando uma bela conjunção. Olhe para o Leste a partir das 4h30.

Por fim, no dia 29, o desafio será encontrar o planeta Mercúrio no céu da alvorada. O planeta Júpiter estará bem em cima dele, facilitando a atividade de observação. Olhe para o Leste a partir das 5h.

Sobre o cometa Halley

O Cometa Halley é um dos cometas mais famosos do sistema solar e leva o nome do astrônomo Edmund Halley, que foi o primeiro a prever corretamente sua aparição. Ele é um cometa periódico, o que significa que ele orbita o Sol em uma órbita elíptica com um período de cerca de 76 anos.

Durante sua passagem perto do Sol, o cometa Halley libera grandes quantidades de poeira e gás, que formam sua cauda e coma, tornando-o visível a olho nu da Terra.

A cada passagem, o cometa deixa um rastro de detritos que pode produzir chuvas de meteoros, como a famosa Eta Aquarídeos e Orionídeos.

O cometa Halley tem sido observado e registrado desde a antiguidade e é considerado um objeto importante para a astronomia, pois estudá-lo pode ajudar a entender a origem e evolução do sistema solar e sua interação com outros corpos celestes.

A última vez que o Cometa Halley foi visível a olho nu na Terra foi em 1986 e sua próxima passagem está prevista para 2061. No entanto, astrônomos ainda podem estudá-lo através de telescópios e sondas espaciais.

Via Olhar Digital

Chuva de meteoros

Nesse caso, o Cometa Halley gera chuvas de meteoros quando a Terra atravessa a trilha deixada pelo cometa em sua órbita ao redor do Sol.

Durante sua passagem, ela deixa um rastro de detritos, principalmente grãos de poeira e gelo, que se espalham ao longo da sua órbita.

Assim, quando a Terra cruza essa trilha de detritos, os grãos de poeira e gelo entram na atmosfera terrestre em alta velocidade e são vaporizados pelo atrito com o ar. Isso cria o que vemos como meteoros, que são os rastros brilhantes de luz no céu noturno.

As chuvas de meteoros recebem o nome da constelação, onde os meteoros parecem originar, chamada de radiante.

No caso da chuva de meteoros Eta Aquarídeos, por exemplo, o radiante está localizado na constelação de Aquário.

Vale lembrar que as chuvas de meteoros são fenômenos astronômicos comuns e espetaculares com vista a olho nu em locais com céu limpo e sem muita poluição luminosa.

As chuvas de meteoros relacionadas ao Cometa Halley são especialmente conhecidas por serem grandes e brilhantes, tornando-as um dos eventos astronômicos mais esperados e apreciados pelo público em geral.

Mesmo que ele não passe a olho nu, seus restos ainda geram um espetáculo nos céus.

 

Fonte: Revista Galileu

Imagens: Olhar Digital, Olhar Digital

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