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Surto de Covid na China gera disputa por Tylenol, Advil e pêssegos enlatados

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Uma onda de casos de Covid na China levou a população ao pânico, dois anos após o aparente maior pico de contaminação. O número de testes positivos assustou os moradores, principalmente da capital, proporcionando reações em massa.

Agora, embora o mundo esteja mais tranquilo quanto às medidas de isolamento e prevenção, os chineses voltaram a alguns dos principais hábitos, especialmente à compra em larga escala de mantimentos.

Nos últimos dias, registraram-se altos níveis de compra de remédios para febre, analgésicos e remédios caseiros, como pêssegos enlatados. Lojas físicas e online foram levadas à escassez.

A demanda por marcas como Tylenol e Advil, indicados para resfriados, foram as mais movimentadas nacionalmente. No entanto, a compra não corresponde com o novo número de casos de Covid na China, não sendo para tratamento, e sim reserva.

Segundo dados divulgados pelas autoridades, foram 2.249 casos sintomáticos em todo o país por meio de testes. 20% dos positivos tiveram detecção na capital do país, Pequim. No entanto, existem indicações de que a contagem de casos seja maior do que os registros.

Tylenol, Advil e pêssegos

Além dos remédios para febre e dor, as compras por pêssegos amarelos enlatados também aumentaram. Isso porque parte da população acredita que esse alimento é uma das maneiras de combater à Covid na China. Por isso, o produto se esgotou em muitas lojas online.

Com isso, uma das marcas mais populares de alimentos entalatos, a Dalian Leasun Food, pronunciou-se na rede social Weibo, afirmando que os pêssegos amarelos não têm nenhum efeito medicinal. Além disso, também confirmou que não existe nenhuma necessidade de pânico, pois a oferta é suficiente.

As autoridades também pediram ao público para não estocar suprimentos médicos, pois pode afetar o serviço de atendimento nas clínicas. O país orienta fortemente a não acumular drogas se não apresentar sintomas graves.

Via PxHere

Covid na China aumentou ações

Apesar de os casos de Covid na China terem causado movimentos de pânico, o mercado de ações comemorou os últimos resultados. A crescente demanda e escassez de remédios aumentou o preço dos papéis nas farmacêuticas.

A maior fabricante de ibuprofeno da China, Xinhua Pharmaceutical, listada em Hong Kong, teve surpreendente alta de 60% nos últimos cinco dias. Desde o início de dezembro, saltou 147% em suas ações.

A empresa está trabalhando com horas extras para atender à produção urgente de comprimidos e anti-inflamatórios para dor.

Algumas farmácias da China continental também esgotaram estoques para Panadol, a marca local de Tylenol. A maioria dos compradores estava enviando os remédios para familiares e amigos no continente.

Enquanto isso, as ações da Guizhou Bailing Group Pharmaceuticals, que fabrica xarope para tosse, teve aumento de 21% esta semana. Ao mesmo tempo, Yiling Pharmaceutical, produtora de um medicamento tradicional chinês, saltou mais de 30% nos últimos dias.

Serviços funerários também

Além disso, os fornecedores de serviços funerários e sepulturas também aumentaram mais de 50% desde o mês passado. Segundo analistas, existe uma forte demanda por cemitérios, embora reprimida. E com os recentes casos de Covid na China, essa procura voltou a crescer entre os investidores do setor.

Por conta do tamanho do País, existem centenas de milhares de restos cremados em armazenamentos governamentais, aguardando a possibilidade de enterro. Os bloqueios de transporte na China após o crescimento nos testes positivos interromperam os serviços funerários convencionais.

Ainda não se sabe quais serão os próximos protocolos para controlar a onda inesperada de Covid na China. O atual foco está em desestimular a compra massiva de remédios para febre e opções caseiras para os sintomas.

As campanhas e publicações online recomendam que residentes que não estão com sintomas aparentes saiam de casa para estocar comprimidos ou alimentos estocados. Pessoas com suspeita de Covid devem acionar a emergência e realizar os testes, seguindo as orientações do governo.

 

Fonte: CNN

Imagens: PxHere

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