Curiosidades

Telescópio do tamanho da Terra fotografa pela primeira vez buraco negro expelindo radiação

0

Sempre foi a curiosidade que levou o ser humano a buscar e entender todos os tipos de coisas ao seu redor. Uma das coisas que mais nos fascina é o espaço. Uma região no universo tão imensa e que ainda conhecemos tão pouco. O homem já fez viagens e colocou satélites para conseguir o máximo de informação. Além de procurar os mais variados fenômenos espaciais.

espaço é um local bastante misterioso e perigoso. É um lugar que possui estrelas mortas, abriga forças invisíveis que rasgam o universo com garras invisíveis e que é coberto de canibalismos astrais e assassinatos lunares. Mesmo com esses perigos, o espaço não deixa de ser um lugar fascinante e com vários fenômenos incríveis. Por isso o ser humano está sempre olhando e estudando ele e tudo que o compõe.

E nessa eterna busca sempre imagens incríveis são vistas. E o Telescópio de Horizonte de Eventos conseguiu fazer uma imagem incrível de um blazar. Isso é, um jato de radiação que é associado a um buraco negro supermassivo. E ele fez essa imagem de um buraco negro que está a bilhões de ano-luz de distância do nosso planeta.

O Telescópio de Horizonte de Eventos é, na verdade, uma rede de telescópios do tamanho do nosso planeta. E foi ele que fez a primeira foto da história de um buraco negro. Ele estava no centro da galáxia M87.

Telescópio

E o trabalho dele não parou por aí. Em 2017, a rede capturou imagens interessantes como a dessa fonte de radiação compacta e violeta em alta resolução. E conseguir entender como esses jatos que são associados aos buracos negros se formam é uma coisa importante para a astrofísica.

Uma das formas de conseguir estudá-los são pelo método chamado “very long baseline interferometry” (VLBI). Ele pega as observações de radiotelescópios ao redor do mundo todo, assim como o Telescópio de Horizonte de Eventos. Cada um dos objetos dessa rede registra a radiação de uma fonte diferente. Depois disso, os algoritmos fazem com que todos esses dados se transformem em uma fotografia de alta resolução.

Por mais que a foto do buraco negro da galáxia de M87 tenha ajudado os cientistas a entenderem melhor a formação dos jatos, ela não tinha ligado o buraco negro diretamente com seu jato.

A rede de telescópios conseguiu observar outros alvos. E um deles uma fonte de rádio luminosa, o blazar 3C 279, a bilhões de anos-luz de distância. Os cientistas do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha, analisaram a imagem. Ela foi feita através de observações do Telescópio de Horizonte de Eventos entre os dias cinco e 11 de abril de 2017. Depois de analisarem eles divulgaram suas conclusões.

Blazar

As observações mostraram o jato com resolução de meio ano-luz. A estrutura que eles viram parecia que tinha sua base torcida e tinha componentes subestruturais menores se mexendo perpendicularmente ao campo de visão dos cientistas. E nos dias em que o blazar foi observado ele mudou.

Dois componentes do jato pareciam estar se mexendo mais rápido que a velocidade da luz, entre 15 e 20 vezes. Na verdade eles não estavam se movendo mais rápido que a velocidade da luz, mas pareciam estar.

Os dados sugerem que esse jato poderia ser uma emissão “curvada” ou então rotativa de ondas de choque que são produzidas por instabilidade no seu plasma.

Observações novas

O jato é apenas um exemplo de uma família de objetos que mostram uma variação imensa. Por isso, os resultados não podem ser generalizados para outras fontes galáticas ativas, ou então outros blazares.

Mesmo com essas limitações, ele é um novo avanço na compreensão de como esses jatos se formam. E os cientistas continuam analisando as informações que foram coletadas pela rede em 2017 e 2018. E uma nova rodada com 11 observatórios está programada para março de 2021.

7 imagens fortes do impacto do Covid-19 que chocaram o mundo

Matéria anterior

Enzima mutante pode decompor resíduos plásticos em poucas horas

Próxima matéria

Mais em Curiosidades

Você pode gostar

Comentários

Comentários não permitidos.