Se você utiliza internet com uma certa frequência, muito provavelmente, você já deve ter ouvido falar sobre o Tik Tok. Ele é a plataforma de mídia mais popular do mundo neste momento. Mas assim como toda nova rede social que surge, as pessoas ainda estão na dúvida, se essa é apenas uma coisa passageira. Ou se, de fato, a plataforma terá força para permanecer relevante.

O Tik Tok é uma rede social de compartilhamento de vídeos curtos. Os usuários da rede podem criar e postar vídeos de 15 segundos. Em 2018, a empresa chinesa criadora do Tik Tok, ByteDance, assumiu o controle da Musical.ly. E depois, conseguiu incorporar os usuários para o novo aplicativo, no caso o Tik Tok.

Mas nem tudo está as mil maravilhas para a plataforma de vídeos curtos mais usada. Por mais que ele seja o app que mais cresce no mundo, o TikTok está na mira dos políticos por todos os lados.

Proibição

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Na segunda-feira dessa semana, Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, disse em uma entrevista que os EUA estão estudando proibir o TikTok. Essa proibição pode ser por conta do fato de ele poder ser usado pelo governo da China para fazer propaganda e para vigilância.

Alguns especialistas fizeram a engenharia reversa no aplicativo para vasculhar  seu código fonte. E eles encontraram evidências fortes de que o app pode sim roubar informações dos usuários, ser usado como espião. E até mesmo controlar o celular por completo das pessoas a qualquer momento.

E engana-se quem acha que os EUA seriam o primeiro país a proibir o TikTok. O aplicativo foi proibido na Índia, que era o seu maior mercado. Depois da afirmação de Pompeo, o TikTok anunciou que sairia de Hong Kong. Até porque o país está passando por uma forte maré de controle pelo governo chinês depois da promulgação de uma lei de segurança nacional.

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“À luz dos eventos recentes, decidimos interromper as operações do aplicativo TikTok em Hong Kong”, afirmou um porta-voz. E a empresa não quis dar mais nenhum detalhe a respeito dessa decisão.

Saída

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A falta de detalhes nessa saída do aplicativo levantou algumas questões. Como, se a ByteDance irá lançar uma versão com mais censura do aplicativo para Hong Kong. A ByteDance foi criada pelo chinês Zhang Yiming e está lutando para conseguir deligar o TikTok da China e da censura do governo.

Para conseguir isso, os esforços estão sendo feitos para manter um data center fora da China para o TikTok. Isso o colocaria longe da mão do governo chinês. Esse processo de moderação de conteúdo começou a ser vislumbrado por especialistas externos que até contrataram o executivo Kevin Mayer, da Disney, como CEO.

A decisão de ter saído de Hong Kong deve ter sido passada por Mayer. E ela mostra um contraste enorme com as ações de outras grandes empresas do ramo da tecnologia. Como por exemplo, o Facebook, Google, Twitter e Telegram. Essas empresas afirmaram, essa semana, que irão suspender ou parar de responder as solicitações de dados feitas pelo governo de Hong Kong a respeito dos usuários de suas plataformas.

Publicado em: 08/07/20 14h20