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‘Trauma brutal’, diz homem que relatou agressões após marcar encontro por app

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Os aplicativos de encontro são um dos mais usados pelas pessoas. Contudo, nem sempre a experiência das pessoas é boa, podendo ser até traumatizante. Esse foi o caso desse homem que foi agredido e roubado depois de marcar um encontro por um aplicativo de relacionamento direcionado para o público LGBTQIA+.

O caso aconteceu em Porto Alegre e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul está investigando o ocorrido que teria acontecido na última quinta-feira. Em entrevista, o homem que foi vítima disse que ainda não conseguiu voltar para casa depois do que aconteceu.

“Tenho um trauma brutal para lidar a partir de agora. Não sei quando vou voltar a dormir no meu apartamento”, disse o homem, que prefere não ser identificado.

A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância da Capital está apurando a ocorrência. De acordo com Andréa Mattos, a delegada, a vítima marcou o encontro em sua casa com dois homens. Quando eles chegaram no local, a dupla amordaçou e amarrou o jovem, que foi forçado a transferir dinheiro via PIX para os criminosos. Além disso, uma quantia em espécie e uma caixa de som foram roubados.

Ao todo, os criminosos ficaram 40 minutos fazendo a ação. E como se o roubo não fosse o suficiente, o homem também foi agredido com coronhadas e socos no rosto. Embora a vítima tenha ficado ferida no rosto, ele não precisou ser internado e passa bem.

Depois desse caso, o homem se mostrou preocupado com a segurança das pessoas que usam o aplicativo, já que as contas nem sempre são verificadas ou têm uma autenticidade confirmada pelas plataformas. “É o alerta que fica. Se a pessoa quiser fazer o uso desse aplicativo, que ela seja mais precavida”, pontuou ele.

Caso

Guia gay São Paulo

O caso começou com o homem fazendo contato com uma dupla através do aplicativo de encontros por volta das 17h de quinta-feira. Na descrição da dupla, apareciam dois jovens de 24 anos. Eles então trocaram fotos e mensagens marcando o encontro para mais tarde.

“Por algum motivo, o meu sexto sentido estava achando meio estranho aquilo ali. Mas eu estava em um momento um pouco difícil e estava precisando ter uma aventura dessa, um encontro diferente, e me coloquei à disposição”, disse o homem.

O jovem até chegou a desconfiar que o perfil era falso quando os dois homens demoraram para aparecer no horário que eles tinham combinado. Contudo, por volta das 19h20 a dupla apareceu. Como o jovem estava desconfiado, ele avisou um amigo.

“Disse que ‘se algo me acontecer e em uma hora eu não ter dado retorno, é que algo aconteceu comigo'”, lembrou ele.

Quando eles chegaram na casa, os suspeitos estavam com máscaras de proteção contra o coronavírus e um deles ainda estava de boné. “Então, não tinha como fazer reconhecimento facial”, pontuou a vítima.

Já no apartamento, o jovem ofereceu cerveja para a dupla. E de acordo com ele, um dos homens da dupla agia de uma maneira mais agressiva e agitada. “O mais tranquilo pediu um copo d’água e o mais agressivo pediu para usar o banheiro. Ele voltou para a sala e começou a mexer nos interruptores, dava para ver que estava mais agitado, nervoso”, contou.

Homem agredido

G1

As agressões começaram quando os três foram para o quarto. “Assim que a gente entrou, o agressivo me deu um soco na nuca e puxou um revólver. Ele meio que comandava a ação. Ele falou: ‘deita na cama, isso aqui é um assalto’. Falou para o outro me amarrar”, lembrou a vítima.

O dono do apartamento teve suas mãos e pés amarrados e sua boca tampada com uma fita isolante. “Eu achei que eles iam me matar asfixiado. No meu instinto, gritei”, contou.

Por conta dessa reação, o mais agressivo começou a dar socos no rosto da vítima e tampou o nariz dele. “Eles falavam: ‘quem sabe a gente apaga esse cara’. Não desmaiei, parei de reagir e não falei mais nada”, disse.

Além das agressões físicas, a vítima conta que também sofreu agressões homofóbicas, principalmente do homem que parecia estar mais agitado. Enquanto isso, o homem mais tranquilo dizia que não queria machucar o jovem, apenas roubar o objetos.

Foi então que os criminosos pegaram notas de dinheiro que estavam guardadas no guarda-roupa e também roubaram dinheiro da conta bancária do jovem via PIX.

A vítima disse que a dupla conversava a respeito de como sair do apartamento e deixar o jovem de uma forma que ele se libertasse. “Eles conversavam entre eles: ‘será que esse cara não vai morrer aqui? Ele sangrou demais’. O último ato deles antes de irem embora foi deixar uma tesoura na minha mão esquerda. Dois ou três minutos depois, eles apagaram todas luzes e foram embora com a minha chave. Eu consegui cortar a corda que ligava meus pés às minhas mãos”, contou.

Depois de se libertar, o jovem saiu do apartamento e pediu socorro aos vizinhos que chamaram a polícia e uma ambulância. Como o atendimento demorou, ele foi junto com um amigo para o Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre.

No outro dia, ele registrou o caso na Polícia Civil. Com isso, o homem fez exames médicos e teve a sua casa periciada.

Investigação

G1

Embora não tenham outros registros de crimes parecidos em Porto Alegre, a polícia suspeita que possam existir mais vítimas desse golpe. “Há uma série de elementos que me levam a crer que possa haver outras vítimas e que elas não tenham registrado boletim de ocorrência por vergonha”, afirmou a delegada Andréa Mattos.

Um vídeo de uma câmera de segurança mostra a dupla chegando à casa do jovem onde o crime aconteceu. Contudo, os suspeitos estavam usando máscara e boné, o que dificulta a identificação deles.

Agora, a polícia procura saber se eles foram até a casa da vítima de carro de aplicativo ou se existia uma terceira pessoa envolvida na ação.

Fonte: G1

Imagens: G1, Guia gay São Paulo

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