
No último dia 31, na Itália, a morte da ursa Amarena causou indignação entre as pessoas. O animal foi abatido a tiros nas proximidades de San Benedetto dei Marsi, perto do Parque Nacional de Abruzzo, Lácio e Molise.
A ursa Amarena tinha dois filhotes, que agora se encontram órfãos. A própria instituição divulgou essa informação em sua página oficial no Facebook.
No comunicado, o Parque revela que a polícia local identificou o responsável pelos disparos, mas ainda não sabe o motivo que o levou a atacar o animal.
Imagens que circulam pela internet mostram Amarena e seus filhotes passeando pela cidade dias antes do incidente, e eles não aparentavam ser agressivos.
Tanto grupos de defensores dos direitos dos animais quanto políticos condenaram a morte da mãe ursa. A caça a ursos é ilegal no país. Angelo Bonelli, líder do Partido Verde italiano, informou que guardas florestais estão em busca dos dois filhotes da ursa.

Via ANSA
Esse acontecimento reacendeu o debate sobre a morte de ursos na Itália. Em abril, outra ursa matou um homem de 26 anos no norte do país, o que gerou uma ampla discussão sobre a caça aos ursos.
De um lado, autoridades locais buscam eliminar o animal, enquanto grupos ambientalistas lutam para protegê-lo. Na sexta-feira, dia 1º, o grupo Lav de defesa dos direitos dos animais afirmou que a ursa Amarena foi uma “vítima do clima nacional de ódio”.
O indivíduo que disparou os tiros que resultaram na morte da ursa recentemente revelou que está enfrentando uma série de ameaças de morte nos últimos dias.
Andrea Leombruni contou à ANSA que não consegue dormir ou comer há três dias. Sua vida se tornou um pesadelo, pois ele está constantemente recebendo telefonemas e mensagens com ameaças de morte.
Ele enfatizou que toda sua família está sofrendo com escárnio público e admitiu que cometeu um erro ao atirar em Amarena quando a encontrou em sua propriedade.
“Eu cometi um erro terrível. Percebi isso assim que puxei o gatilho. Fui eu quem chamou a polícia”, disse ele.
A esposa de Leombruni confirmou que a família inteira está passando por um período extremamente difícil e ressaltou que “esta violência não está justificada”, descrevendo-a como uma tortura que estão enfrentando.
Segundo ela, os promotores estão conduzindo uma investigação e seu marido será julgado. Ela questionou por que eles precisam viver sob proteção policial e por que devem temer por suas vidas.
As aparições mais recentes da ursa Amarena, que encantaram as redes sociais, foram justamente ao lado de seus filhotes. Essas imagens simbolizavam a integração entre os cidadãos e a fauna.
O Pnalm (Parque Nacional de Abruzzo, Lácio e Molise) expressou sua consternação com o incidente, que causou um grande dano à população local de ursos, estimada em cerca de 60 exemplares. Amarena era uma das fêmeas mais prolíficas na história do parque.

Via Jovem Pan
O parque enfatizou que não há justificativa para esse ato, uma vez que a ursa Amarena nunca havia representado uma ameaça para os seres humanos, embora ocasionalmente tenha causado danos às atividades agrícolas e pecuárias, que sempre foram indenizadas pelo parque.
Luciano Sammarone, diretor do Pnalm, expressou sua indignação: “Dissemos e repetimos: ‘somos modelo, Abruzzo é modelo’.
Não somos modelo de nada. Diante dos homicídios que vemos nos jornais, a morte de uma ursa pode não parecer significativa, mas não é assim.”
O governador de Abruzzo, Marco Marsilio, lamentou o incidente e anunciou que a região entrará como parte interessada no processo contra o autor.
Ele afirmou que esse ato é extremamente grave e causa dor e indignação, sendo um gesto incompreensível que precisa ser punido. Por isso, diz que querem proteger a honra do povo.
Enquanto isso, nas redes sociais, milhares de admiradores da ursa Amarena expressaram seus sentimentos, descrevendo o dia como um luto, destacando o papel simbólico da ursa no parque com seus passeios.
Além disso, condena a maldade que não conhece limites, lamentando a falta de paz no mundo para esses animais.






