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Vídeo mostra a reconstrução facial de um homem de 2 mil anos encontrado no Brasil

POR Natália Pereira    EM Ciência e Tecnologia      02/05/18 às 17h25

A reconstrução facial permite que os pesquisadores tenham uma ideia mais clara de como era a aparência física daqueles que antes não passavam de ossos. Isso faz com que eles sejam vistos de forma mais humanizada e se aproximem da nossa realidade. E, no dia 24 de abril deste ano (2018), pesquisadores da Unicap tornaram possível a visualização estética de um índio pernambucano de 2 mil anos.

Os restos mortais do índio, que estava sob os cuidados do Museu de Arqueologia da Unicap desde 1983, foi encontrado durante uma escavação na Furna do Estrago, em Brejo da Madre de Deus. Ele pertence a uma das primeiras descoberta arqueológica feitas no local, que acabou encontrando 83 esqueletos. E, apesar da maioria ter entre 20 e 24 anos, o índio em questão, que ficou conhecido como Flautista, tinha cerca de 45 anos quando morreu.

A reconstrução do Flautista

O índio, denominado como Flautista, acabou recebendo esse nome por ter sido encontrado com um objeto perfurado feito de osso que se assemelha a uma flauta. Além disso, o professor de história Flávio Moraes afirmou que o fato de ter uma idade avançada em comparação aos demais, de aproximadamente 45 anos, indicava que ele seria uma espécie de ancião na tribo. E, para que a sua reconstrução fosse possível, os pesquisadores utilizaram o software Blender, uma tecnologia 3D gratuita que possibilitou a sua modelagem.

O trabalho, feito pelo designer Cícero Moraes, usou algumas medidas e parâmetros preestabelecidos para completar o rosto. E, de acordo com a coordenadora do Museu de Arqueologia, Roberta Richard Pinto, a técnica teria uma probabilidade de acerto de 80%. O processo durou cerca de uma semana e meia e exigiu um grande número de fotos do crânio, em diversas posições, para a reconstrução. O trabalho gerou uma comoção por parte dos índios da tribo Fulni-ô. Eles acompanharam o resultado e o índio Makairy afirmou que a relação deles com seus ancestrais era muito forte e que tornava tudo aquilo emocionante. Além disso, eles pretendem fazer a transformação com outros corpos do seu acervo. O que acham? gostaram da ideia e do resultado obtido?

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Natália Pereira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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