História

5 eventos históricos famosos que nunca aconteceram de verdade

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Diversos eventos históricos famosos marcaram nossa memória, seja por meio de filmes ou livros populares.

No entanto, é importante ter em mente que a história da humanidade é dinâmica e sujeita a mudanças constantes. Essa realidade não apenas sugere que a verdade pode mudar por conta de novas informações, mas também por conta da compreensão que temos sobre eventos passados.

Assim, o que era considerado certo em determinada época pode não mais se alinhar com os padrões atuais. Os ídolos de um tempo podem rapidamente se transformar em vilões, e narrativas fictícias podem ser tidas como fatos históricos concretos.

Mas o que isso significa? Na prática, alguns acontecimentos talvez não sejam o que pensamos.

E foi isso que aconteceu com alguns eventos históricos! Veja alguns fatos que acreditamos ser verdade, mas não é bem assim:

5 eventos históricos que não aconteceram de verdade

1. George Washington e a cerejeira

Uma das lendas mais famosas sobre honestidade e integridade nos Estados Unidos gira em torno de George Washington e um cerejeira. Segundo a narrativa popular, ele teria danificado a árvore de seu pai com um machado e, quando confrontado, admitiu o ato, proferindo a icônica frase: “Não posso mentir”.

Entretanto, essa história encantadora é na verdade uma invenção do escritor Mason Locke Weems em sua biografia de 1800, intitulada “The Life of Washington”.

O autor procurou retratar Washington como uma figura de virtude e criou o incidente para exemplificar seu caráter moral. No entanto, o relato é completamente fictício.

2. Cavalo de Troia

Via World History Encyclopedia

Ao longo do tempo, praticamente todos já ouviram falar sobre como os gregos construíram um gigante cavalo de madeira para ocultar seus soldados em seu interior e, assim, invadir a maior cidade fortificada da região na chamada Guerra de Troia.

A estrutura foi apresentada como uma suposta oferta de paz, mas na realidade teria sido uma estratégia astuta para enganar os inimigos.

Apesar dessa narrativa ter se tornado um símbolo de astúcia e estratégia, não existem evidências históricas que confirmem a existência do Cavalo de Troia.

Portanto, o relato é popularmente considerado como um mito ou uma história metafórica por estudiosos.

3. Pocahontas e John Smith

Transformada até em roteiro para um filme da Disney, a história do romance entre a indígena Pocahontas e o colonizador John Smith é uma narrativa enraizada no folclore norte-americano.

No entanto, muitos historiadores e acadêmicos questionaram a precisão dos relatos de Smith, levantando a possibilidade de que ele tenha exagerado ou até mesmo inventado aspectos de suas interações com Pocahontas para promover sua própria imagem.

Embora seja reconhecido que Pocahontas desempenhou um papel significativo na mediação entre os nativos americanos e os colonos ingleses, a verdadeira natureza de sua relação com Smith permanece objeto de debate.

4. Aniversário de Jesus Cristo

Entre outros eventos históricos religiosos, esse é um dos mais controversos e pouco conhecidos.

O Natal é famoso internacionalmente como a data de celebração do nascimento de Jesus Cristo, comemorado em 25 de dezembro.

No entanto, tanto evidências históricas quanto bíblicas sugerem que esta data provavelmente não coincide com o dia real do nascimento de Jesus. Nas primeiras comunidades cristãs, a data exata não era uma questão central.

Somente no século IV, o Papa Júlio I estabeleceu o dia 25 de dezembro como uma data simbólica para a celebração. De acordo com os evangelhos de Mateus e Lucas, a época do ano do nascimento de Cristo provavelmente teria sido mais quente do que as temperaturas típicas de dezembro naquela região.

5. Os 300 de Esparta

Via Flickr

Por fim, apesar de ter deixado uma marca no imaginário popular, o filme “300” (2006) apresenta uma versão ficcional da história dos “300 espartanos” lutando contra milhares de persas, algo que nunca ocorreu na realidade.

A Batalha de Termópilas, ocorrida em 480 a.C., foi de fato um confronto crucial durante as Guerras Greco-Persas. Contudo, os eventos se desenrolaram de maneira diferente do que foi retratado na obra cinematográfica.

Os espartanos, liderados pelo rei Leônidas I, faziam parte de uma coalizão grega maior conhecida como Liga Helênica, que se opunha às forças invasoras persas lideradas pelo rei Xerxes I.

Mesmo que o número de combatentes espartanos fosse muito inferior ao dos persas, a batalha proporcionou um tempo crucial para os gregos se prepararem para confrontos subsequentes e conseguirem repelir a invasão persa.

 

Fonte: Mega Curioso

Imagens: World History, Flickr

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