5 mentiras terríveis que te contaram sobre figuras históricas

POR Rafael Miranda    EM História      05/10/15 às 17h50

É comum dizer que a história é escrita pelos vencedores. Mas isso é uma espécie de eufemismo - em muitos casos, a versão da história que todos nós aprendemos na escola foi fabricado por alguém com um interesse próprio. Quando você começar a escavar os fatos, você pode encontrar verdades bem diferentes do que lhe foi contado.

Um fato histórico é um fato sobre o passado. Ele responde à pergunta básica: "O que aconteceu?" No entanto, além de simplesmente listar os eventos em ordem cronológica, os historiadores tentam descobrir por que esses eventos aconteceram, quais circunstâncias contribuíram para a sua causa, os efeitos que eles tiveram e como eles foram interpretados.

Em um esforço para conseguir saber o que realmente aconteceu, historiadores compararam histórias a partir de uma ampla variedade de fontes, em busca de elementos comuns que corroboram um relato plausível. No entanto, relatos históricos estão sujeitos a discordância frequente. Muita informação sobre o passado é perdida. Conheça as mentiras mais famosas sobre figuras históricas.

5. Elvis Presley racista

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Elvis Presley foi tão crucial no desenvolvimento da música pop moderna que todo mundo sabe quem ele é. Entretanto, os fãs sempre vão cair em um silêncio desconfortável quando surgir as polêmicas sobre Elvis ser racista. Fãs de Elvis podem respirar aliviados. Apesar de algumas críticas preocupantes contra Elvis terem um certo mérito, o racismo, provavelmente, não é um deles.

As pessoas usam uma suposta citação de Elvis dos anos 50 para falar que o cantor era racista. A citação diz o seguinte: "A única coisa que os negros pode fazer por mim é engraxar os meus sapatos e comprar meus discos." Entretanto, a citação é falsa.

4. O Papa Pio XII apoiava Hitler

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Papa Pio XII é apelidado de "Papa de Hitler", devido à sua recusa em excomungar Hitler ou condenar os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Além disso, ele tinha uma boa relação com ditadores fascistas enquanto fazia vista grossa ao Holocausto. As pessoas estavam tão chateadas com a recusa de Pio a condenar o regime nazista que eles não notaram que ele estava trabalhando silenciosamente para contrabandear milhares de judeus para fora dos territórios nazistas.

O papa usou sua autoridade exclusiva para decidir quem era ou não católico a emitir milhares de vistos de viagem para os judeus que os identifica como católicos. A operação era tão profunda que a maioria dos judeus que foram resgatados não tinha ideia de que o comando veio direto do topo da Igreja Católica.

Quanto à recusa de Pio em falar publicamente contra o Holocausto ou o Eixo, tinha muito mais a ver com a estratégia do que covardia. Se o papa virasse inimigo de Hitler e amigos, nem católicos escapariam dos terrores do território fascista. Por convencer o mundo que ele era um simpatizante do nazismo, Pio conseguiu salvar milhares de vidas.

A reputação de Pio como um imbecil nazista teve início em 1999, quando o autor John Cornwall lançou seu bestseller "Papa de Hitler", que expôs o suposto envolvimento fascista de Pio. O livro de Cornwell foi considerado mal pesquisado por grandes estudiosos, mas, no entanto, contribuiu para a condenação do público sobre a manipulação da Igreja durante a guerra.

Assim, em 2009, quando o Papa Bento XVI fez movimentos em direção à obtenção da santidade de Pio, ele foi confrontado com uma enorme reação negativa, particularmente de grupos judaicos. Assim, o Vaticano fez a jogada rara de liberar alguns de seus arquivos secretos a fim de reivindicar a inocência de Pio.

3. Maria I da Inglaterra (Maria Sangrenta) não era tão sangrenta

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Maria foi a primeira monarca inglesa do sexo feminino. Católica devota, "Maria Sangrenta" passou seus cinco anos no trono queimando centenas de protestantes em um esforço para trazer de volta os costumes católicos. Na verdade, não foi assim.

Uma reavaliação do reinado de Maria revelou que ela foi muito mais misericordiosa do que a história lhe dá crédito. Ao saber que um católico estava no trono, um grupo de protestantes organizou um golpe contra ela. Maria foi extremamente hesitante em encomendar suas execuções e só fez isso depois que eles não pararam de tentar matá-la.

Embora seja verdade que Maria preferia um retorno ao catolicismo, esse não era exatamente um desejo obstinado dela. Sua plataforma foi a reforma da igreja e ela lutou por uma forma de catolicismo que tinha mais em comum com o Protestantismo reformista.

Não há como negar que uma enorme quantidade de protestantes foram mortos durante o reinado de "Maria Sangrenta", mas ela não foi pior do que a sua sucessora, a rainha Elizabeth. Depois da morte de Maria em 1558, Elizabeth subiu ao trono e começou a ordenar a morte de muitos católicos. A diferença era que as execuções de Elizabeth eram retratadas como "razões políticas", em vez de religiosas.

2. A cruel família Borgia

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Papa Alexandre VI e sua família, os Borgias, são historicamente famosos pelo crueldade, corrupção e depravação que os faz soar como se tivesse saído de uma história de George R.R Martin. A família Borgia não tinha "santos", mas eles não eram piores do que a maioria das outras famílias nobres da época. A Igreja Católica foi um pouco menos amigável naqueles dias.

Então, por que os Borgias ganharam uma reputação negativa? Os Borgias eram espanhóis, e quase todos os papas antes de Alexandre VI era italianos. Seus rivais, a família Medici, acabaram sendo bastante conceituado nos livros de história. Em 1497, o papa decidiu que ele queria que sua filha (sim) se casasse com alguém politicamente mais conveniente do que seu atual marido, Giovanni Sforza. Entretanto, ele precisava de uma boa razão para dissolver seu casamento. Então, ele anulou com base "não consumação". Duvidosamente, ele alegou que eles não tinham feito sexo nos quatro anos que tinham se casado.

Sforza estava chateado com a acusação de que ele não consumiu o casamento e, então, espalhou o boato de que Alexandre tinha dissolvido o casamento para que ele pudesse ter relações sexuais com sua própria filha.

1. Elizabeth Bathory, a mais prolífica assassina em série da história

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Condessa Elizabeth Bathory é lembrada como uma das maiores vilãs históricos, um monstro da vida real que matava os seus servos e banhava em seu sangue, a fim de preservar sua aparência jovem. Muitos historiadores e não-historiadores têm sugerido que ela era a assassina em série mais prolífica da história, usando seu status para torturar e assassinar mais de 650 pessoas.

Bathory nunca foi realmente levada a julgamento - apenas foi trancada em uma torre para ser esquecida. Todas as provas de seus crimes sanguinários vem de acusações feitas contra ela por pessoas que queriam as coisas dela. Tudo isso aconteceu em 1500 na Europa, onde a mulher não tinha muito respeito.

Sem surpresa, a investigação descobriu "provas" de que Bathory estava massacrando centenas de pessoas e que ela era uma bruxa. Esta evidência, naturalmente, tomou a forma de testemunho ocular entregue sob tortura. Assim, se livraram de Bathory.

Rafael Miranda
Jornalista viciado em memes e amante da cultura pop.

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