História

536, o pior ano da história para estar vivo

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Muitas pessoas discutem sobre o pior ano para estar vivo, e temos alguns bons candidatos. Afinal, acabamos de sair de uma pandemia global que matou milhões e, por dois anos, fez com que o mundo se fechasse. No entanto, a ciência tem uma opinião diferente sobre o pior período para estar vivo.

A história da Humanidade foi marcada por alguns eventos muito ruins, e que deixaram as pessoas abaladas. Alguns que podemos citar foi 1347, por exemplo, com a Peste Negra realizando sua marcha pela Europa e levando milhões à morte. Ou 1816, o ano que não teve verão. Ou ainda 1914, quando o assassinato do arquiduque da Áustria ocasionou a Primeira Guerra Mundial.

Voltando na história, podemos citar muitos períodos ruins, de fome, guerra e doenças que dizimaram centenas de populações no Velho Continente. Certamente, alguns candidatos fortes concorrem para a posição de pior ano para estar vivo.

Mas, acredite, os historiadores têm uma opinião diferente, e existe um período ainda pior, comparado entre os outros.

536: o pior ano para estar vivo

Para os historiadores, existe um consenso de que 536 foi o pior ano para estar vivo na história. Esse se tornou o principal candidato por conta de uma erupção vulcânica que aconteceu no hemisfério norte, e levou a uma série de acontecimentos trágicos para a Humanidade. Acredita-se que mais de uma erupção quase causou a extinção de parte da população.

Via Pexels

Com essa precipitação, ocorreu uma década de “inverno vulcânico”, prejudicando a China e a Europa com temperaturas fora da média. Houve uma série de nevascas fora de época e calor no inverno. Acredita-se que a variação foi de 2,5 °C em todo o mundo.

Assim, as colheitas não obtiveram os resultados esperados, e as pessoas começaram a passar fome, racionando os suprimentos sem conseguir recuperar os alimentos. Por sua vez, essa situação levou a diversas guerras locais e internas, com muitas comunidades se matando e se comprometendo.

Além disso, ocorreu um aumento da cobertura de gelo oceânico, um efeito do inverno vulcânico, além de um mínimo solar profundo. Esse é o período regular com menos atividade solar no ciclo de 11 anos do Sol, assegurando que o arrefecimento global continue durante mais de um século.

Muitas das sociedades que existiam na década de 530 não conseguiram sobreviver aos percalços das décadas que se seguiram. Isso afetou profundamente a Humanidade e o desenvolvimento das demais décadas.

Via Wikimedia

Como a ciência determinou o pior ano para estar vivo

Apesar da escolha difícil, a ciência conseguiu determinar o pior ano para estar vivo na história por meio de avanços impressionantes na compreensão histórica por meio de aplicação de técnicas avançadas.

Por exemplo, a dendroclimatologia, que é o estudo do clima do passado que acontece por meio da análise dos anéis de crescimento anual dos troncos das árvores. Além disso, ciências como a avaliação de núcleos de gelo também contribuíram para essa definição.

Enquanto isso, outro fator que colaborou para escolher 536 como o pior ano para estar vivo foi o fato de não existirem registos de sobrevivência nessa altura da História. Ou seja, a ciência pode usar essa falta de informações justamente para estudar vestígios do que poderia ter acontecido e criar teorias.

Segundo uma equipe de cientistas que estuda o solo e os troncos de árvore, existem provas reais de um aglomerado de erupções vulcânicas que datam 536. Outras análises, em pontos distintos da terra, também indicam padrões de 540 e 547. Dessa forma, acredita-se que os anéis de árvores cresceram em um formato que colabora com a teoria inicial do pior ano para estar vivo.

Enquanto isso, análises precisas de gelo suíço, coordenadas por equipes arqueológicas, também entendem que a variação climática de 536 foi muito mais grave do que outros momentos da história.

Unindo esses fatores, foi possível determinar o que se entende como pior ano da história, em relação às consequências, à qualidade de sobrevivência e aos efeitos colaterais em toda a Humanidade.

 

Fonte: Tempo

Imagens: Pexels, Pexels, Wikimedia

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