6 teorias assustadoras que mudam a história de livros clássicos

POR Rafael Miranda    EM Curiosidades      15/05/15 às 15h44

Muitos livros tem um enredo simples. Mesmo os livros considerados mais 'complexos' de se entender como 1984 geralmente apresentam um significado amplamente aceito. Isso nem sempre acontece. Às vezes, os críticos aparecem com teorias sobre romances clássicos que são um pouco. . . diferentes. Essas teorias são tão estranhas que, mesmo se você não concordar com elas, elas vão mudar para sempre a maneira como você vê seus livros clássicos favoritos.

Harry Potter está condenado a Imortalidade

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A teoria surgiu com base na profecia que relaciona Harry Potter à Voldermort: "Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas se aproxima… nascido dos que o desafiaram três vezes, nascido ao terminar o sétimo mês… e o Lorde das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá um poder que o Lorde das Trevas desconhece… e um dos dois deverá morrer na mão do outro pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver… aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas nascerá quando o sétimo mês terminar…"

Alguns fãs têm teorizado desde que a profecia significava que apenas Harry e Voldemort eram capazes de matar um ao outro. Com Voldemort morto no final do sétimo livro, isto significa agora Harry não tem nenhum meio de morrer . Ele tornou-se imortal. No universo de Harry Potter, isso é algo bastante almejado e possível de existir. Os fantasmas existem, assim como a chance de existir uma vida após a morte. Se Harry não pode morrer nunca, ele não pode jamais se juntar aos seus amigos no outro mundo. Eles vão envelhecer e morrer enquanto ele vive em crescente solidão. Triste, não?

Sr. Darcy conseguiu sua fortuna por meio da escravidão

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Dependendo da pessoa que você pergunte, Orgulho e Preconceito pode ser considerado o maior romance já escrito. A única coisa que todos podem concordar é que Sr. Darcy é o clássico herói romântico: um homem arrojado, inteligente e bonito e incrivelmente rico que inexplicavelmente fica atraído pela protagonista.

O que muitos não percebem é que Darcy ainda pode estar escondendo um segredo mais escuro do que seus admiradores gostariam de admitir. Tem sido teorizado que sua riqueza vem diretamente do tráfico de escravos. Há apenas algumas possibilidades realistas onde a renda anual de Darcy de 10.000 libras poderiam ser menos terríveis. O mais provável é o comércio de açúcar e mineração, duas profissões que contavam com exploração e condições de trabalho horrendas.

De acordo com a romancista Joanna Trollope, é historicamente provável que Darcy teria ligações com as plantações de açúcar do Caribe, assim, simplicita ou explicitamente, ele ganhava dinheiro com a escravidão.

O tigre que veio tomar chá é sobre o Holocausto

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Escrito por Judith Kerr em 1968, O Tigre que veio tomar chá é uma história infantil que se tornou um best-seller. O enredo fala sobre um tigre que vai na casa de uma menina para tomar chá. Enquanto estava lá, ele come todos os alimentos e bebe toda a água. É um conto para educar as crianças de que as ações do tigre eram ruins.

Uma teoria controversa diz que a história é sobre o Holocausto. A filha de intelectuais judeus, Judith Kerr cresceu durante a II Guerra em Berlim, uma experiência que moldou sua visão de mundo. Depois que a família fugiu para a Grã-Bretanha, seus pais carregavam pílulas de suicídio para evitar que agentes nazistas os levassem vivos para o campo de concentração. Foi uma experiência tão poderosa que Kerr mais tarde escreveu um livro sobre isso. Michael Rosen, um famoso romancista, afirma que o tigre simboliza a os homens que tinham o direito de entrar nas casas judaicas e fazer o que quisessem. No entanto, sua teoria foi rejeitada publicamente pela autora.

Frankenstein é sobre a gravidez e o parto

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Frankenstein um romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres. É considerada a primeira obra de ficção científica da história. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório.

Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre 1816 e 1817, e a obra foi primeiramente publicada em 1818, sem crédito para a autora na primeira edição. Atualmente costuma-se considerar a versão revisada da terceira edição do livro, publicada em 1831, como a definitiva.

Sugeriu-se que Frankenstein é uma metáfora para o parto. Em 1814, aos 16 anos de idade, Mary Shelley fugiu com seu marido Percy. Oito meses depois, ela sofreu um aborto espontâneo horrendo, perdendo seu bebê. Em 1815, ela escreveu o seguinte em seu diário: "Sonhei que meu pequeno bebê voltou à vida; que ele só estava congelado, e que quando ficou próximo do fogo, reviveu".

Jay Gatsby era negro

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O Grande Gatsby é um romance escrito pelo autor americano F. Scott Fitzgerald. Publicado pela primeira vez em 10 de abril de 1925, a história passa-se em Nova Iorque e na cidade de Long Island durante o verão de 1922, e é uma crítica ao "Sonho Americano". Embora o texto seja vago, é geralmente entendido que Gatsby nasceu pobre e fez o seu dinheiro através de contrabando. Nem todos concordam. De acordo com uma teoria, o segredo é que Jay Gatsby era negro. O livro menciona especificamente o seu corpo, e uma cena envolve um personagem sendo rude sobre ele dizendo: " Nós somos todos brancos aqui".

Pé na Estrada é propaganda Católica

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Em abril de 1951, entorpecido por benzedrina e café e inspirado pelo jazz, Jack Kerouac escreveu a primeira versão do que viria a ser On the Road. Kerouac escrevia em prosa espontânea, como ele chamava: uma técnica parecida com a do fluxo de consciência. O manuscrito original foi rejeitado por diversas editoras, mas em 1957, On the Road foi finalmente publicado, após inúmeras alterações exigidas pelos editores. O livro, de inspiração autobiográfica, descreve as viagens através dos Estados Unidos e México de Sal Paradise e Dean Moriarty.

Uma teoria da conspiração diz que é um dos livros mais abertamente católicos já escritos. A interpretação vem diretamente do próprio Kerouac. Criado em uma família muito católica, Kerouac mais tarde alegou que sua religião influenciou tudo o que ele escreveu. Em um ponto, ele mesmo descreve "Pé na Estrada como "uma história sobre dois amigos católicos que viajam pelo país em busca de Deus".

Rafael Miranda
Jornalista viciado em memes e amante da cultura pop.

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