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7 truques do FBI usados para descobrir serial killers

POR Bruno Dias EM Curiosidades 12/05/20 às 14h39

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O FBI é uma unidade de polícia do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, servindo tanto como uma polícia de investigação quanto serviço de inteligência. Essa unidade de polícia tem jurisdição investigativa sobre as violações de mais de duzentas categorias de crimes federais.

Sempre os agentes do FBI despertaram o interesse da população como um todo. E depois de séries mostrando o trabalho deles esse fascínio apenas aumentou. Na série Mindhunter, por exemplo, os agentes ajudam a imaginar e desenhar o perfil do serial killer.

Depois de preso, eles usam uma estratégia específica para revelar a verdadeira personalidade do serial killer. Para fazer essas entrevistas, é preciso vários anos de treinamento e, preferencialmente um diploma em psicologia. Mas existem algumas dicas que os especialistas John E. Douglas e Robert K. Ressler compartilharam. Mostramos algumas delas aqui.

1 - Nunca escreva nada

Uma das coisas mais difíceis das entrevistas é que elas podem durar duas ou seis horas e os entrevistadores não podem escrever nada durante elas. E depois, eles têm um documento de 57 páginas para preencher, para que o perfil do criminoso seja construído.

Para isso, ter uma memória boa é necessário. E Douglas disse que levar gravadores também não é uma boa ideia porque os serial killers ficarão em modo defensivo. Eles pensarão em quem irá ouvir a gravação depois. Ou se os entrevistadores escreverem algo, pensarão no motivo para eles estarem escrevendo.

2 - Ficar no mesmo nível sinistro deles

Quando está se conversando com um serial killer, às vezes, é preciso descer para o mesmo nível sinistro que ele para ganhar sua confiança. Como foi o caso de Richard Speck, um assassino que matou sete estudantes de enfermagem do Hospital Comunitário do Sul de Chicago, em 1966. E uma das vítimas conseguiu escapar. Mas o assassino achou que tivesse matado oito.

Durante a entrevista, Speck não quis cooperar com Douglas. Então, o entrevistador decidiu ir por outro caminho e começou a falar como se o assassino não estivesse na sala. Ele disse para seu colega: "ele tirou oito possíveis mulheres de nós, você acha isso justo?". Depois dessa frase, Speck riu e começou a falar.

3 - Destingir as mentiras

Nas entrevistas com assassinos em série, ninguém quer perder tempo em um monte de mentiras para alimentar o próprio ego dos criminosos. E por mais que vários dos criminosos sejam entrevistados quando estão no corredor da morte, eles tentarão controlar a situação.

Por isso, Douglas diz que sempre é bom tomar as rédias da situação e ir direto ao assunto com os criminosos, para que eles passem da fase de contar mentiras a respeito dos crimes.

4 - Não queira que eles sintam remorso ou culpa

Essa capacidade que a maioria de nós temos de nos sentirmos angustiados e de sermos empáticos com a situação de alguém sofrendo, é o que muitos assassinos em série não entendem. Afinal, eles só conseguem reagir com um comportamento predatório. Por causa disso, eles conseguem se aproveitar daquela criança que está chorando porque foi separada dos pais, ou  da menina que está voltando para casa sozinha.

E como eles agem de forma predatória, é quase impossível pedir para que eles se sintam mal por seus crimes. Ou então que tenham algum tipo de remorso.

5 - Use a mesma linguagem corporal como se estivesse em um encontro

Segundo estatísticas recentes, a linguagem corporal é 55% da comunicação. Então, em uma entrevista com um assassino, a maneira como o entrevistador de mantém é extremamente importante. E vários dos assassinos, são levados a se sentir o mais confortável possível. Tendo inclusive, em alguns casos, até suas algemas retiradas.

A linguagem corporal do entrevistador deve ser a mesma usada em um encontro. Ele deve ficar de frente para o assassino, sem os braços cruzados, com os pés para frente, mantendo um contato visual e com uma voz relaxada. E evitar palavras como "matar", "assassinato" e "estupro", porque ela  podem colocar o assassino de volta em um modo defensivo.

6 - Fique em estado de guarda para sua mente

Geralmente, os serial killers são pessoas bem manipuladoras e que conseguem ler as pessoas para saber o que podem ou não esconder. Por isso, Robert recomenda que o entrevistado esteja com a vida pessoal bem estabilizada, para que o ajude a evitar as manipulações que o assassino possa tentar fazer para controlar a situação.

7 - Nunca entreviste sozinho

Douglas e Robert foram entrevistar Edmund Kemper, um assassino nato, segundo os investigadores. Isso porque o homem era bastante alto e pesado. Ele deu aos entrevistadores vários pontos que se passam na mente de um assassino.

Uma vez, Robert resolveu voltar a entrevistá-lo, mas dessa vez, foi sozinho. Quando ele acabou a entrevista, apertou o botão para chamar os guardas mas ninguém foi até a sala. Depois de 15 minutos, ele apertou de novo. E dessa vez, Kemper percebeu que ele estava ansioso. E os dois começaram uma batalha de palavras para tentar dominar um ao outro. Trinta minutos depois, os guardas apareceram. E quando saiu da sala, Robert fez uma anotação importante de nunca ir para uma entrevista sozinho.


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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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