Ciência e Tecnologia

A espaçonave OSIRIS-REx retorna à Terra com amostras de asteroides

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Após cinco anos no espaço, uma espaçonave da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço dos Estados Unidos (NASA) está prestes a terminar uma missão histórica. Ao longo destes anos, a nave espacial Origens, Interpretação Espectral, Identificação de Recursos, Segurança e Regolith Explorer (OSIRIS-REx) reuniu uma infinidade de amostras de asteróides. O material, assim que chegar ao local de destino, começará a ser analisado pelos pesquisadores da agência estadunidense.

De acordo com as informações que foram disponibilizadas por uma reportagem publicada pela CBS News, a OSIRIS-REx iniciou sua jornada de volta à Terra nesta segunda-feira, 10/05. A viagem, ainda de acordo com a reportagem, deve durar cerca de dois anos e meio. O retorno da espaçonave é considerado histórico pela ciência porque esta é a primeira missão de coleta de amostras de asteroides da NASA.

Atualmente, a OSIRIS-REx encontra-se a mais de 320 milhões de quilômetros de distância da Terra e terá que dar duas voltas ao redor do Sol para retornar ao nosso planeta – o que equivale a 2.240.000.000 de quilômetros.

Conforme consta na reportagem publicada pela CBS News, os motores da espaçonave, na segunda-feira, funcionaram a todo vapor durante sete minutos. Para a NASA, essa foi a “manobra mais significativa” da OSIRIS-REx desde que iniciou a missão. A alta potência no motor permitiu que a espaçonave percorresse mais de 900 quilômetros por hora / 4,5 bilhões de anos.

Um adeus

“Estou me sentindo muito orgulhoso”, disse o investigador principal da missão, Dante Lauretta, em um comunicado emitido à imprensa. “Esta equipe mostrou um desempenho fenomenal. Aprendemos muito ao longo de toda essa missão e agora estamos ansiosos para a campanha científica final, a qual envolve a análise das amostras que foram coletadas. É por isso que estou envolvido neste programa há tanto tempo”.

“É realmente emocionante”, disse Sandy Freund, gerente do programa de operações de missão da Lockheed Martin Mission Support Area. “Mal posso esperar para ver o que aprenderemos com as análises das amostras que chegarão à Terra. Mas há algo ruim nisso tudo, afinal, estamos dizendo adeus a uma missão que estava sendo realizada há dois anos”.

Para a NASA, neste momento, o primordial é manter a espaçonave em curso. “Anteriormente só pensávamos assim: ‘Onde estamos no espaço?'”, disse Mike Moreau, um dos gerentes de projetos do Goddard Space Flight Center, da NASA. “Agora, mudamos. Pensamos apenas: ‘A que distância a espaçonave está da Terra?'”

Em poucas palavras, manter o objeto constantemente na devida rota não é fácil. Como as câmeras de navegação – que fornecem uma visão geral do espaço e, com isso, ajudam a orientar a OSIRIS-REx – foram desligadas no mês passado, os pesquisadores, agora, estão mantendo a espaçonave em curso por meio de sinais de rádio, cuja frequências das ondas fornece aos engenheiros da OSIRIS-REx informações que os ajudam a identificar sua localização.

Quase lá

Como dissemos anteriormente, a OSIRIS-REx orbitará o Sol duas vezes antes de chegar à Terra. De acordo com a reportagem publicada pela CBS News, espera-se que a espaçonave chegue em nosso planeta em setembro de 2023. Quando estiver a cerca de 9.600 quilômetros da Terra, a cápsula contendo as amostras de asteroides se separará do resto da espaçonave e entrará na atmosfera da Terra.

É fundamental que esse processo ocorra seguindo os cálculos já realizados. Se a OSIRIS-REx não atender os cálculos estipulados, a cápsula poderá “ricochetear” para fora da atmosfera ou entrar em combustão. Caso tudo ocorra conforme o previsto, a cápsula, com a ajuda de pára-quedas, irá pousar no Utah Test and Training Range, no deserto de Utah, onde cientistas aguardam sua chegada. Agora, caso a espaçonave falhe em liberar a cápsula, a equipe irá desviar a OSIRIS-REx da Terra. Se isso ocorrer, a espaçonave retornará somente em 2025.

Os pesquisadores esperam que as amostras forneçam pistas sobre as origens de nosso sistema solar e da vida. A NASA informou que irá reservar 75% das amostras para que as futuras gerações possam analisá-las.

“As muitas realizações do OSIRIS-REx demonstraram a maneira ousada e inovadora de uma exploração acontecer em tempo real”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado de ciência na sede da NASA. “A equipe aceitou o desafio e agora temos uma parte primordial de nosso sistema solar voltando para a Terra, onde muitas gerações de pesquisadores podem desvendar seus segredos”.

“Há muita emoção”, disse Moreau. “Acho que todos foram tomados pelo grande senso de dever cumprido, porque enfrentamos todas essas tarefas assustadoras e fomos capazes de cumprir todos os objetivos que nos foram lançados. Mas também há uma certa nostalgia e decepção pelo fato da missão estar chegando ao fim”.

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