A pessoa que viverá por mais de 150 anos já nasceu: de acordo com a Universidade de Havard

Parece filme, mas segundo o renomado geneticista David Sinclair, professor da Universidade de Havard: “a primeira pessoa que viverá até os 150 anos já nasceu.”

A afirmação se apoia em avanços na área de epigenética, ciência que estuda como os genes podem ser “ligados” ou “desligados” sem alterar o DNA. Sinclair acredita que, dentro de 10 anos, terapias capazes de “resetar” o relógio biológico das células estarão em testes clínicos em humanos.

Ademais, segundo ele, o plano inicial é começar em 2026 com tratamentos para doenças oculares, abrindo caminho para ampliar as aplicações.

O caminho até a superlongetividade

“…manter as pessoas ativas e saudáveis…”

Os cientistas estão desenvolvendo técnicas conhecidas como “reprogramação celular parcial”, que podem fazer células envelhecidas voltarem a um estado mais jovem.

Em camundongos de laboratório, Sinclair explica que essa pequisas já rejuveneceram tecidos. 

Estamos falando de reverter a idade biológica de órgãos inteiros. O potencial disso é enorme.

A expectativa é que, até 2035, surjam versões comerciais dessas tecnologias, talvez uma “pílula da juventude” apoiada por IA para personalizar tratamentos. Contudo, ele admite que, no ínicio, os custos podem variar entre US$ 300 mil e US$ 2 milhões, elitizando o acesso.

Mas…

Outros especialistas pedem cautela. O gerontologista Olshansky, da Universidadee de Illinois, considera improvável que a expectativa de vida salte tão drasticamente.

O corpo humano tem limites biológicos…

Jeanne Calment

Disse ele, lembrando da pessoa mais longeva já registrada, a francesa Jeanne Calmentque morreu em 1997 aos 122 anos.

Pesquisas publicadas na Nature Communications reforçam esse ponto: mesmo em condições ideais, a capacidade de regeneração do corpo tende a se esgotar entre os 120 e 150 anos, o que pode ser um teto natural para a nossa espécie.

Além disso, o que significa viver tanto tempo sem qualidade de vida? Para Sinclair, o foco não é apenas prolongar a existência, mas “manter as pessoas ativas e saudáveis por mais décadas”.

Embora as opiniões se dividam, uma coisa é certa: a ciência da longevidade está avançando como nunca. Se a previsão de Sinclair se confirmar, em poucas décadas poderemos presenciar um marco histórico:

A primeira geração de pessoas capazes de “cruzar” a fronteira dos 150 anos.

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