
Um novo estudo trouxe um resultado inédito desde o início da pandemia: pela primeira vez, um medicamento antiviral demonstrou eficácia na prevenção da Covid-19 após a exposição ao vírus. O achado chama atenção porque abre caminho para uma nova estratégia de combate à doença, além das vacinas.

Foto: Reprodução
Além disso, o resultado representa um marco importante na medicina antiviral, já que até então não havia evidência sólida de proteção medicamentosa pós-exposição.
O medicamento estudado é o Ensitrelvir, um antiviral que age bloqueando uma enzima essencial para a replicação do coronavírus. Dessa forma, ele impede que o vírus se multiplique no organismo logo nas primeiras fases da infecção.
Além disso, o fármaco já havia sido utilizado no tratamento da Covid-19 no Japão, mas agora passa a ganhar destaque pelo seu potencial preventivo.
O estudo analisou pessoas que tiveram contato recente com infectados e receberam o medicamento em até 72 horas. Entre os participantes, aqueles que tomaram o Ensitrelvir apresentaram uma redução significativa na chance de desenvolver sintomas da Covid-19.
Consequentemente, os dados indicam que o antiviral pode funcionar como uma espécie de proteção emergencial após a exposição ao vírus.
No grupo que recebeu placebo, a taxa de infecção sintomática foi maior. Já entre os que utilizaram o medicamento, houve queda relevante no número de casos, o que reforça a eficácia do tratamento preventivo.
Embora a maioria da população já tenha algum nível de imunidade contra o coronavírus, seja por vacinação ou infecção prévia, ainda existem grupos de risco. Entre eles estão idosos, imunossuprimidos e pessoas com comorbidades.
Além disso, profissionais de saúde também podem se beneficiar dessa estratégia em situações de exposição direta ao vírus.
Apesar dos resultados positivos, o medicamento ainda está em fase de avaliação por agências regulatórias internacionais. Dessa forma, seu uso preventivo em larga escala ainda não foi totalmente liberado em muitos países.
Por outro lado, o avanço já é considerado um passo importante para novas estratégias contra vírus respiratórios.
Especialistas destacam que o estudo pode abrir portas para o desenvolvimento de outros antivirais com função preventiva. Além disso, reforça a ideia de que o combate a vírus pode ir além da vacinação, incluindo também intervenções medicamentosas rápidas após exposição.
Fonte: Revista Super






