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A temperatura mais alta do solo na Terra não é no Vale da Morte. Descubra onde é

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Vale da Morte, para aqueles que nunca ouviram falar, é conhecido como um dos lugares mais quentes e secos da Terra. Ele se estende por aproximadamente 225 quilômetros, ao longo da fronteira da Califórnia com o estado de Nevada, a aproximadamente 160 quilômetros oeste de Las Vegas. A região recebeu esse nome a partir dos perfuradores e garimpeiros durante a Grande Corrida do Ouro da Califórnia em 1849. Mas o lugar também é famoso por ter pedras que andam que até então era algo inexplicável.

O Vale é um deserto da Califórnia que inclusive é dono do maior recorde de temperatura durante o mês de julho de 2018, que foi de cerca de 42,3 °C. E não pense que para por aí, o recorde de solo mais quente também é do Vale da Morte, mas esse é um pouco mais antigo. Em julho de 1972, o solo chegou a incrível temperatura de 93,9 °C.

Esse lugar é considerado o mais quente do planeta com relação calor. Já com relação ao solo outras ressalvas devem ser feitas. Segundo novas pesquisas, as temperaturas superficiais mais extremas do nosso planeta são no deserto de Lut, no Irã, e no deserto de Sonora, na América do Norte.

Solo mais quente

De acordo com os dados de satélite de alta resolução, feitos das últimas duas décadas, o solo nessas regiões pode às vezes esquentar tanto que chega até 80,8° Celsius.

O deserto de Lut ocupa o primeiro lugar de temperatura do solo mais alta da Terra. Entre 2002 e2019, essa região de areia atingiu extremos escaldantes regularmente. Isso aconteceu porque o deserto está aninhado entre uma cadeia de montanhas que prendem o ar quente acima das dunas.

Essas descobertas feitas vão de encontro com um estudo anterior feito m 2011 que descobriu que o deserto de Lut era um dos lugares mais escaldantes do nosso planeta.

Nos anos de 2004, 2007 e 2009, a região experimentou as temperaturas mais altas do solo da Terra. E 2005, os dados iniciais mostraram que o deserto atingiu 70,7° Celsius. Contudo, os autores desse novo estudo  dizem que essa temperatura é provavelmente uma subestimativa.

Desde que essa primeira análise foi feita, a NASA lançou uma nova versão do seu software de satélite. Com isso, a detecção das temperaturas da superfície da Terra ficou melhor. Usando esse novo software, os pesquisadores disseram que as temperaturas do deserto d Lut são, na realidade, 10 graus mais altas do que se pensava.

Observações

O outro lugar, que é o deserto de Sonora, que fica na fronteira dos Estados Unidos e do México, pode atingir temperaturas extremas como o deserto de Lut, mas não com tanta frequência. Até porque esse deserto está localizado em uma região principalmente de sombra da chuva e tem uma baixa altitude. O que significa que o ar tem poucas chances de subir e esfriar.

Esse deserto também é cercado por montanhas, e o calor é retido facilmente na sua bacia árida. Isso aumenta primeiro a temperatura atmosférica e depois a temperatura do solo.

Ainda não é claro o quanto a mudança climática contribuiu para essas temperaturas extremas. No entanto, os dias mais quentes que os satélites registraram aconteceram nos anos mais recentes, principalmente durante o La Niña.

“Embora o comportamento da atmosfera em resposta a mais emissões antropogênicas seja bem estudado, a resposta da superfície da terra sob diferentes vias de emissão não é bem compreendida. Esperamos que as pesquisas futuras nesta direção possam lançar luz não apenas sobre como os extremos mudaram no passado, mas como provavelmente afetarão nosso planeta no futuro”, escreveram os pesquisadores.

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