Curiosidades

A trajetória do órgão sexual de Napoleão Bonaparte

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Em 1977, o órgão reprodutor do famoso imperador e líder militar Napoleão Bonaparte foi vendido a um investidor por 3 mil dólares. O pênis desmembrado media aproximadamente quatro centímetros e cada centímetro foi avaliado em cerca de mil dólares. 

Mas ainda mais estranho do que um pênis avaliado em 3 mil dólares foi a trajetória do órgão pelo mundo ocidental, que durou mais de 50 anos.

Longa trajetória

Foto: Reprodução

Napoleão faleceu durante seu exílio na ilha de Santa Helena, no ano de 1821, provavelmente vítima de câncer no estômago. Na época, uma autópsia foi feita em seu corpo.

De acordo com Tony Perrottet, autor de “Privados de Napoleão: 2.500 anos de história descompactados”, o médico que realizou a autópsia teria retirado o pênis e oferecido o órgão a um padre, que o levou para Córsega. Em 1916, o membro íntimo do imperador caiu nas mãos de um colecionador britânico, se tornando uma relíquia pública nos 50 anos subsequentes.

“O pênis adquiriu um status mítico”, afirma Perrottet. “Estava em uma pequena caixa de couro, congelado pelas temperaturas frias. Ele não foi colocado em formaldeído, o que piorou o desgaste”, explica o especialista.

No ano de 1997, o pênis de Napoleão foi exposto em Nova York por um negociante de livros raros que o comprara três anos antes.

Apenas em 1977 foi que o urologista e professor Lattimer resolveu investir seus 3 mil dólares para acabar com toda aquela notoriedade. Mantendo-o debaixo de sua cama, o médico se recusava a mostrar o órgão a qualquer um que pedisse para vê-lo. 

Após Lattimer falecer, no ano de 2007, o curioso artefato foi herdado por sua filha Evan, que o mantém guardado desde então.

O dia em que Napoleão Bonaparte pediu para levar um choque elétrico

Foto: Reprodução

As curiosidades em relação à vida de Napoleão Bonaparte não cercam apenas o órgão reprodutor do imperador. O militar já teria até pedido para levar um choque elétrico.

Tudo começou quando a teoria da eletricidade animal foi descrita por Luigi Galvani (1737-1798), que utilizou rãs mortas para analisar as reações musculares do anfíbio sob a ação de estímulos elétricos. Após isso, Alessandro Volta (1745-1827) desenvolveu um dispositivo capaz de produzir eletricidade.

Alessandro Volta era professor de filosofia natural na Universidade de Pádua, quando leu sobre o experimento de Luigi Galvani. Ao reproduzir o teste, o cientista percebeu que a corrente elétrica era feita por dois metais, ferro e cobre, não pelos músculos das rãs, como a teoria da eletricidade animal afirmava. 

Depois de oito anos de pesquisas, Volta encontrou a resposta desejada. Após isso, ele desenvolveu o primeiro dispositivo capaz de gerar uma única descarga elétrica. De acordo com a jornalista Surendra Verma, Volta revolucionou a Ciência.

“Ele argumentou que uma carga muito maior poderia ser produzida, empilhando-se vários discos separados por discos de flanela embebidos em água salgada. Ao ligar fios em cada extremidade da ‘pilha’, ele obteve com sucesso uma corrente constante”, afirmou Verma em sua obra Ideias Geniais (2016). 

Nomeada como a “pilha de Volta”, a criação do cientista foi a primeira bateria da História, o que o motivou a escrever uma carta para a Royal Society de Londres. No entanto, o que mais chama a atenção nessa história é a participação de Napoleão Bonaparte. Um ano após a descoberta, o imperador convidou Volta para conhecer Paris e lhe apresentar sua invenção.

No geral, a bateria impulsionava leves choques elétricos nas pessoas, quando o disco superior era tocado. Napoleão Bonaparte ficou intrigado e fascinado pela invenção, por isso convocou outros cientistas franceses que se entusiasmaram em experimentar os choques. 

“Sempre que você usar a palavra ‘volt’, lembre-se de que ela homenageia o cientista que ‘deu um choque’ em Napoleão”, disse Verma.

Fonte: Aventuras na História

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