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Os danos que o choque elétrico causa no corpo humano

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Os choques elétricos e as lesões provocadas por eles são muito comuns e quase sempre acontecem de forma acidental. Esse incidente pode provocar séries de males de acordo com a potência, local do choque e tipo de dano gerado. 

Na maioria das vezes, o choque pode ser prevenido, e os grupos mais afetados são crianças menores de seis anos de idade ou adultos que lidam com correntes elétricas inseguras em seu ambiente de trabalho, no setor de construção civil, por exemplo.

Os efeitos dos choques vão desde feridas, queimaduras, paradas cardíacas, fraturas e até mesmo catarata e mau funcionamento dos rins, dependendo da intensidade e do local atingido pela corrente elétrica. 

De 3% a 4% das entradas em unidades de tratamento de queimaduras nos hospitais são por causa de choque.

Danos causados pelos choques

Foto: Tua Saúde

O corpo humano pode sofrer diversos danos por causa do choque. Os mais comuns são:


  • Queimaduras;
  • Paradas cardíacas e respiratórias;
  • Espasmos musculares;
  • Danos ao sistema nervoso;
  • Problemas renais.

As queimaduras são classificadas de primeiro a terceiro grau. Acima de 100 mA (miliamperes), a corrente elétrica já passa a deixar marcas nos pontos de contato com a pele, sendo uma queimadura mais leve. Já acima de 10.000 mA (ou 10 A) é quando as queimaduras graves ocorrem, podendo levar até mesmo à amputação do membro.

Dependendo da área de contato e profundidade da queimadura, o tecido pode necrosar, e os restos mortos, se estiverem em grande quantidade, podem bloquear os rins ou a corrente sanguínea, provocando falência renal.

Outro problema é que correntes de 50 mA, quando passam pelo coração, podem causar paradas cardíacas. Os impulsos elétricos que ditam o ritmo dos batimentos podem ser afetados. Também podem causar arritmia e fibrilação ventricular, quando o coração para de bater. A arritmia pode acontecer no momento em que a pessoa toma o choque ou horas depois.

Em contrapartida, os espasmos musculares podem causar formigamentos acima de 100 mA. Além disso, quando uma corrente acima de 10 mA passa por músculos flexores, como os do antebraço ou dedos, provoca uma contração prolongada, o que pode impedir a vítima de se soltar da fonte elétrica.

Quando isso ocorre em músculos extensores, espasmos violentos são sentidos. No caso do quadril ser afetado, a vítima pode ser atirada a vários metros de distância. Ossos, ligamentos, tendões e os próprios músculos podem se romper durante esse momento.

Sistema nervoso

Foto: iStock

Os choques elétricos podem provocar grandes danos nos sistema nervoso, já que os nervos têm baixa resistência à passagem da corrente elétrica.

Quando afetados por choques, os nervos podem causar dor, formigamento, dormência, fraqueza. Além disso, pode apresentar dificuldade de mover partes do corpo, que podem ficar paralisadas ou terem a sensibilidade diminuída temporariamente ou permanentemente.

O sistema nervoso central também pode ser afetado, provocando confusão, amnésia, convulsões ou paradas respiratórias. 

Sintomas a longo prazo no cérebro e nos nervos podem aparecer meses depois do choque. Nesses casos, pode ocorrer problemas psiquiátricos.

Como evitar choques elétricos

Foto: Reprodução

A melhor maneira de evitar choques elétricos é tomando precauções. Para crianças, pode-se usar protetores de tomadas e não deixar nenhum fio desencapado exposto. Para quem trabalha em ambientes com altas correntes elétricas, é recomendado o uso de equipamentos de segurança e cuidado na hora de manipular cabos.

No caso do recebimento do choque, deve-se notar a voltagem, a área afetada e o tamanho do corpo: os efeitos de uma descarga elétrica de mesma intensidade são diferentes em uma criança e em um adulto.

Mesmo que alguns dados, como as feridas externas e queimaduras, sejam fáceis de notar, outros, como feridas internas, não são, por isso o recomendado é ir ao hospital após levar algum choque.

Fonte: Canaltech

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