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Afinal, os cachorros entendem o que falamos?

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É quase impossível encontrar uma pessoa que não goste de cachorros. Eles não carregam o título de “melhor amigo do homem” à toa, visto que são extremamente leais aos seus donos. Não importa o que fazemos, se dermos o carinho que eles precisam, sempre estarão ao nosso lado. Por vários motivos, eles ocupam o topo da lista dos animais de estimação mais comuns e amados em todo o mundo. Podemos encontrar pelo menos um cãozinho em quase todas as casas. Além desse tipo de moradia, há quem os crie em fazendas, apartamentos. Enfim, é bastante notável que eles são realmente amados.

O melhor de tudo é que eles são super domesticáveis e, diante disso, muitas pessoas os adestram, para que possam fazer coisas surpreendentes. Uma coisa que muitas pessoas se perguntam a respeito dos cachorros é: eles realmente entendem o que nós, seres humanos falamos? Eles apenas compreendem nossos gestos e comportamentos? Bom, pensando um pouco melhor sobre isso, decidimos trazer essa matéria. A redação da Fatos Desconhecidos buscou então uma resposta de especialistas e trouxe para você, caro leitor. Confira conosco mais detalhes sobre estudos comportamentais desses animais e aproveite para compartilhar com seus amigos. Sem mais delongas, vamos lá.

Os cachorros realmente entendem o que falamos?

Um estudo realizado por pesquisadores húngaros da Universidade Eotvos Loránd, em Budapeste (ELTE), conseguiu descobrir coisas importantes a respeito desses animados. Os pesquisadores descobriram porque dos cachorros não conseguirem reconhecer tantas palavras “humanas” ao longo da vida. O estudo foi publicado na Royal Society Open Science, no último dia 9 de dezembro. A pesquisa apontou que, apesar da ótima capacidade auditiva, os cães não conseguem prestar atenção nas diferenças entre as palavras com sons parecidos, como é o caso de “dog” e “dig”, por exemplo, que significa “cachorro” e “escavação” em inglês.

Os estudiosos convidaram tutores e seus animais para medir a atividade cerebral dos pets com eletroencefalografia não invasiva. Depois que o animal sentiu-se familiarizado com a sala e os cientistas, eles pediram que os tutores se sentassem em um colchão com os cachorros, pois teriam que relaxar. Com os eletrodos fixados nas cabeças, os animais ouviam palavras de instruções gravadas em fita que eles conheciam, como “sentar” e sons parecidos.

A análise da atividade cerebral elétrica mostrou que os cérebros dos animais só distinguiam as palavras conhecidas de forma clara e rápida 200 milissegundos após o inicial da pronúncia. Desta forma, os cérebros dos animais não diferenciavam as palavras conhecidas das palavras sem sentido que diferiam em um único som. Por esse motivo, foi possível concluir que a maioria dos cachorros aprendem algumas expressões ao longo da vida, mas não muitas, embora vivam em uma família humana cercada por fala.

O padrão observado é mais parecido com os resultados de experimentos com bebês humanos de cerca de 14 meses. Esses bebês tornam-se eficientes no processamento dos detalhes fonéticos das palavras, pré-requisitos bastante importante para o desenvolvimento de um vasto vocabulário entre 14 e 20 meses.

E aí, o que você achou? Comente então pra gente aí embaixo.

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