
Um dos mistérios da natureza não solucionado pela ciência é como as plantas e as árvores funcionam a nível sensorial. Outra curiosidade é como elas se comportam individualmente e em grupo.
Diversas pessoas conversam com as plantas, até porque existe o ditado popular que elas precisam de amor para crescer com saúde. Mas será que elas conseguem se comunicar? Possuem algum tipo de consciência?

Foto: Science Photo Library/ BBC
A possibilidade de as plantas sentirem ou pensarem intriga os cientistas há bastante tempo. O campo de pesquisas que estuda sobre como as plantas processam informações a partir de seu ambiente se chama neurobiologia vegetal.
Já a gnosofisiologia vegetal, ou cognição das plantas, estuda a memória e o aprendizado.

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As árvores são bastante educadas umas com as outras. Isso pode ser visto quando, por exemplo, as copas das árvores não se tocam, permitindo que a luz solar chegue ao solo. Esse fenômeno intriga os cientistas há anos e não existe consenso sobre o motivo pelo qual ele acontece.
Uma teoria aponta que uma das razões para as árvores fazerem isso seria um mecanismo de defesa para ajudar a prevenir a propagação de doenças, assim como compartilhar a luz solar.
No entanto, nem todas as árvores se comportam dessa maneira. O fenômeno costuma acontecer entre árvores da mesma espécie e da mesma idade. Esse mecanismo aponta que as plantas possuem algum tipo de reconhecimento do meio ambiente e de seus vizinhos.
Além disso, as árvores também compartilham outros recursos através de suas raízes.
Já as plantas possuem uma rede micorrízica que é feita de fios de fungos que crescem entre as raízes. Eles são importantes para conectar toda a floresta.
Plantas e fungos se comunicam usando essas redes subterrâneas, que inclui o compartilhamento de recursos, como carbono e nitrogênio.
As maiores e mais antigas árvores usam a rede de fungos para nutrir árvores mais jovens. Especialistas apontam que as “árvores-mãe” parecem reconhecer sua família e compartilhar mais nutrientes com parentes quando comparado a estranhas.
Além de compartilhar recursos, as redes de fungos vegetais também são usadas para a comunicação. Por exemplo, uma ferida envia sinais de alerta químico para que outras árvores possam se preparar para o perigo.
No entanto, é importante ressaltar que a comunicação entre árvores e plantas não é feita apenas no subsolo. As plantas têm um olfato e reagem a certos odores.
As árvores de bordo (aquelas com a folha parecida com a da bandeira do Canadá), usam cheiros para alertar as outras sobre o perigo, de acordo com notícias do portal MSN Notícias.
Esses odores são utilizados para enviar sinais de alarme para suas vizinhas, desde alertas sobre ataques de insetos e amadurecimento de frutas.

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As plantas também conseguir pedir ajuda. Quando estão sob ataque, elas liberam moléculas voláteis que compõem cheiros particulares.
Uma dessas moléculas é a jasmone, emitida pelas flores de jasmim para alertar plantas próximas sobre pulgões. Moléculas como jasmone também alertam insetos predatórios sobre a presença de agressores de plantas, para que eles consigam ajudá-las.
Além disso, aquele cheiro de gramado recém-cortado é a forma que a grama encontra de pedir ajuda quando está sendo atacada.

Foto: Science Photo Library/ BBC
As árvores conseguem emitir frequências sonoras. São infrassons de ultra-baixa frequência ou ultrassons de alta frequência, por isso não conseguimos ouvi-las. No entanto, outras plantas e animais conseguem.
Além de emitir as frequências sonoras, as plantas e árvores conseguem detectar vibrações através do ar. Os principais sons que elas escutam são os relevantes para a sobrevivência, como o da água ou de insetos.
As flores também conseguem “ouvir” o som das abelhas e reagir produzindo mais néctar, o que as torna mais atraentes para os insetos e garantem a polinização.
As plantas também conseguem “ver”, já que mesmo sem olhos, elas são sensíveis à luz. Porém, elas têm órgãos similares aos olhos chamados ocelli, que agem como lentes para detectar luz. Vale destacar que existe a possibilidade de que o ocelli seja capaz de sentir cores e forma.

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Por meio de seus sentidos, as plantas podem aprender e ter a capacidade de lembrar. Especialistas estimam que elas façam isso por meio de aprendizagem associativa, por exemplo, associando o vento à existência de luz. No entanto, o mecanismo exato segue desconhecido.
Em relação à capacidade de se lembrar, uma pesquisa descobriu que uma planta que reagia movendo suas folhas quando tocada, parou a ação após perceber que a ameaça não era real.

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As plantas não possuem os mesmos mecanismo de dor que os animais, por isso não sentem dor como nós sentimos.
Porém, elas reagem às lesões e produzem substâncias que suprimem a dor, o que faz os cientistas se questionarem o porquê de elas precisarem disso.
Também foi descoberto que assim como os animais, as plantas também respondem à anestesia.

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Considerando todas as informações apresentadas acima podemos afirmar que as são conscientes?
Primeiramente, é preciso ter uma definição universalmente clara do que é consciência, o que atualmente não temos. Por isso, o que podemos afirmar é que as plantas parecem estar cientes de seus arredores e podem se comunicar.
Um estudo também apontou que as plantas conseguem “distinguir-se dos outros”. Mas para afirmar se isso as tornaria conscientes é preciso que sejam feitos mais estudos.
Fonte: MSN






