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Animais podem dar à luz a gêmeos idênticos?

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Cuidar de um bebê já é difícil, imagine dois ou mais. Pois é, essa é a realidade de muitos papais ao redor do mundo. De acordo com dados dos EUA do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, um em cada 30 pais está, neste momento, ocupado cuidado de gêmeos e um em cada 10.000 está fazendo malabarismos para educar trigêmeos.

Mas e quando o mesmo cenário envolve outros mamíferos? Sabemos que existem inúmeros animais que geram vários bebês ao mesmo tempo – isso não é novidade, tanto que estamos altamente familiarizados com o fato de um cão de porte médio, por exemplo, dar à luz a cinco filhotes em apenas uma ninhada.

O que torna intrigante aqui é outra questão: em uma ninhada, filhotes de um determinado mamífero podem ou não nascer gêmeos? “Na verdade, tudo se resume a um número”, explica Charles Long, fisiologista da Texas A&M University. “Enquanto um conjunto de gêmeos é, por definição, dois bebês, os animais reprodutores – quase sempre – originam mais e, por isso, não podemos considerar a existência de filhotes gêmeos neste caso”.

Ninhada

Quando uma mulher libera dois óvulos, chamamos a prole resultante de gêmeos fraternos ou não idênticos – três ovos resultam em trigêmeos fraternos, quatro em quádruplos fraternos e assim por diante. Quer sejam irmãos ou gêmeos fraternos, esses irmãos compartilham cerca de metade do DNA da mãe.

A explicação acima, para os especialistas, não serve para os animais que produzem ninhadas com mais de três bebês e é exatamente por esse motivo que a diferença entre ninhadas e gêmeos termina aí. “Tecnicamente, não há diferença entre uma ninhada de cinco e um conjunto de quíntuplos fraternos – além do fato de que quíntuplos humanos são excepcionalmente raros”, revela Long.

Em contrapartida, a explicação que acabamos de citar serve magistralmente para animais que raramente dão à luz a dois filhotes em cada gravidez. Nestes animais, dois bebês que nascem ao mesmo tempo podem, sim, ser classificados como gêmeos – o que exclui a classificação de irmãos da mesma ninhada e, consequentemente, a de gêmeos idênticos.

Gêmeos

Irmãos geneticamente idênticos se formam quando um único óvulo fertilizado se divide em dois. Eles são raros em humanos – cerca de três a quatro em 1.000 nascimentos resultam em gêmeos idênticos, de acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos – e são menos comuns em determinadas espécies de animais – como, por exemplo, cães.

De acordo com uma reportagem publicada pelo portal LiveScience, veterinários identificaram filhotes idênticos pela primeira uma vez, em 2016. Nesse raro caso, os profissionais perceberam que dois dos filhotes eram idênticos quando tiveram que realizar uma cesárea. Em meio ao procedimento, os veterinários notaram que ambos compartilhavam uma única placenta.

Eliminando os cães do cenário, pesquisadores descobriram que tatus sempre dão à luz quádruplos idênticos, pois um único óvulo se divide em quatro depois de fertilizado. Os cientistas não sabem ao certo por que isso acontece ou se a situação está relacionada exclusivamente a tatus, mas há uma possível explicação: ter quádruplos idênticos impede a endogamia. Os irmãos tatu não podem acasalar uns com os outros, então eles são forçados a se aventurar fora de suas tocas subterrâneas para encontrar parceiros.

Outros animais podem dar à luz a gêmeos idênticos com mais frequência do que os humanos. “Se uma ovelha tem machos ou fêmeas gêmeas, não vamos testá-los para ver se são idênticos”, disse Long. “Ovelhas, cabras e veados dão à luz regularmente a gêmeos fraternos”, disse Long.

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