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Anna Ivanovna, uma terrível governante que queria um palácio de gelo

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Anna Ivanovna governou a Rússia de 1730 até a sua morte, em 1740. Ela ficou conhecida na história devido aos seus gostos excêntricos e a alguns atos de insanidade e crueldade. O seu reinado ficou marcado como uma era sombria da Rússia, em que a imperatriz era temida até mesmo pela sua família.

Sua crueldade foi tão grande que ela até mesmo ordenou que fosse construído um palácio de gelo para que fosse usado como uma câmara de tortura. 

Além disso, Anna Ivanovna foi a responsável por ampliar os limites da Rússia pela primeira vez até a Ásia Central.

Origem

Foto: Wikimedia Commons

Anna Ivanovna nasceu em Moscou em 1693. Ela era filha do czar Ivan V, co-governante da Rússia ao lado de seu irmão mais novo, Pedro, o Grande e Praskovia Saltykova.

Ivan foi afastado do reinado após ser considerado mentalmente incapaz de governar. Por isso, em 1696, quando Ivan morreu, Pedro assumiu o comando completo.

Já Anna Ivanovna foi afastada da corte por sua mãe, que a ensinou francês, alemão, religião, folclore e música. No entanto, quando Pedro decidiu se mudar para São Petersburgo, Anna e sua família o acompanharam. Foi nesse momento que a jovem começou a se aproximar do poder.

No ano de 1710, Anna se casou com Frederick William, então duque da Curlândia (atual Letônia). O casamento foi celebrado de forma grandiosa e luxuosa, mas a união não durou muito tempo.

Frederick morreu alguns meses após o casamento, e Anna governou Curlândia por quase 20 anos.

Anna na Rússia

Foto: Wikimedia Commons

Pedro II, neto de Pedro, o Grande, governou a Rússia até 1730. Após a sua morte, sem nenhum herdeiro, Anna, suas duas irmãs e as duas filhas de Pedro, o Grande, são apontadas como possíveis nomes para governar a Rússia.

Como as filhas de Pedro nasceram fora do casamento, e Ivan era o irmão mais velho, Anna acabou se tornando a escolha mais óbvia. Além disso, o fato de ela já ter governado um território ajudou na escolha.

No entanto, o que eles não esperavam era que pouco tempo depois de assumir o trono, Anna Ivanovna dispensasse o Conselho Real e promovesse príncipes de toda a Rússia que apoiavam seu direito à autocracia.

A nova governante também enviou muitos do Conselho Real para o exílio na Sibéria e elaborou um plano para humilhar o príncipe Mikhail Golitsyn.

Palácio de gelo

Foto: All That’s Interesting

Mikhail se casou com uma italiana católica. Como Anna Ivanovna desprezava os católicos, depois da morte de sua esposa, logo após o casamento, Mikhail perdeu seu título de nobreza e virou um bobo da corte.

Além disso, a governante o obrigou a se casar com uma de suas empregadas e, em 1739, ordenou a construção de um enorme palácio de gelo.

Depois da cerimônia, Anna Ivanovna obrigou que os dois passassem a noite de núpcias no local, que possuía camas, cadeiras e mesas feitas em gelo. O casal sobreviveu apenas porque a mulher trocou pérolas pelo casaco de um dos guarda. 

O palácio de gelo construído pela governante também era usado como uma câmara de tortura.

Morte

Anna teria tido a ajuda de um amante igualmente maquiavélico e poderoso para realizar seus atos. Ernst Johann von Biron era um duque da Letónia e teria se tornado grande camareiro da Rússia quando Ivanovna assumiu o trono.

Anna Ivanovna faleceu um ano após construir o palácio de gelo, em outubro de 1740 devido a problemas renais. Ela não deixou herdeiros e, até os dias atuais, é descrita como a governante mais cruel da história russa.

Já Biron faleceu logo após a imperatriz, quando destituído do poder e condenado à morte. Antes disso, ele mandou executar mais de 1.000 pessoas.

Fonte: Mega Curioso

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