
Por mais que as pessoas insistam em acreditar que Coringa e Arlequina formam um lindo e adorável casal, todos nós sabemos que não é bem assim. Os personagens, que possuem uma relação de suserano e vassalo disfarçada de romance, enganam muitos desavisado que viram Esquadrão Suicida. O filme tentou vender uma imagem totalmente diferente da verdadeira e irritou muitos fãs.
Até porque quem conhece o Coringa sabe muito bem que ele não passa de um completo louco e que a sua única obsessão é o Batman. Por mais que doa ler isso, a Arlequina para ele não passa de um saco de pancadas, na qual ele sempre desconta suas frustrações relacionadas ao Homem-morcego. Então para tentar esclarecer um pouco as coisas para vocês, separamos aqui os momentos onde o Coringa demonstrou todo o seu “amor” pela Arlequina.

É louco imaginar que apesar de tantos abusos a Arlequina permaneça ao lado do Coringa. Apesar de ser inconcebível para nós, dentro das histórias em quadrinhos isso é facilmente explicado. O Coringa era um dos pacientes da Dra. Harleen Frances Quinzel que destruiu completamente o psicológico dela, tornando-a completamente dependente dele. Contudo para o Coringa ela não fazia qualquer diferença, tanto que quando Arlequina descobriu estar gravida do Coringa, ela sumiu durante um ano para ter a criança e quando voltou o palhaço gangster não tinha nem sequer dado falta dela.
Como já dissemos anteriormente, Arlequina era apenas mais uma psicóloga no quadro de funcionários do Asilo Arkham até se apaixonar pelo impiedoso Coringa. A jovem médica, após se apaixonar perdidamente pelo palhaço louco de Gotham, passou por sua transformação em Arlequina, que a princípio consistia em apenas um pouco de maquiagem de palhaço em seu rosto e muita loucura. Essa origem se tornou completamente diferente nos Novos 52, e o que era antes uma escolha da médica apaixonada se tornou mais uma das formas abusivas do Coringa de tratar a pobre moça. Afim de descobrir até que ponto iria a lealdade de sua companheira, Coringa arremessa a então Dra. Harleen Quinzel em um tonel de produtos químicos, transformando-a em Arlequina de forma definitiva.
Não bastasse a mudança na origem promovida pelos Novos 52, no reboot deu à Arlequina uma independência maior. Essa nova característica da personagem surge quando o seu amado Pudinzinho foi dado como morto. Arlequina ficou arrasada a princípio, mas logo foi convocada para fazer parte do Esquadrão Suicida e em pouco tempo isso se tornou a sua nova razão de viver. Bom, mas uma coisa que a gente aprendeu é que o Coringa nunca está 100% morto. Com a volta de seu amado, a Arlequina foi forçada a deixar o seu novo grupo e se unir ao seu antigo companheiro sob a ameaça de que se não o fizesse ele iria matar todos os seus novos amigos. Não satisfeito com a independência de Arlequina, Coringa tortura a jovem moça até quase mata-lá.
Como se todos os outros itens dessa lista já não fossem provas suficientes para você acreditar que Coringa e Arlequina não formam um par romântico saudável, existe mais um agravante aqui. Certa vez o Coringa tentou arrancar a pele do rosto de sua companheira fora e, por mais cruel que isso possa parecer, a apaixonada Arlequina aceitou isso de bom grado. Felizmente a sua devoção foi suficiente para aplacar o desejo do Coringa.
Em Batman #663 o Coringa foi levado para o Asilo Arkham após ter levado um tiro no rosto efetuado por um farsante vestido de Batman. Lá, impossibilitado de falar, ele arquitetou um plano para se vingar do Homem-morcego. Então, com a ajuda de Arlequina, ele começa a eliminar todos os seus capangas e faz com que a sua companheira atraia o vigilante de Gotham para aquele que ela acreditava ser um confronto final entre o Coringa e o Batman. Quando a situação se aproxima de seu momento crítico, a Arlequina percebe que o Batman estava ali para salvá-la e que os planos do Coringa eram na verdade de matá-la na frente de seu adversário.
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