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As pontuações nos testes de QI estão ficando mais altas, mas os humanos estão mais inteligentes?

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Um dos fatores que compõe a nossa personalidade é o nosso QI. O QI, ou quociente de inteligência, é um fator que serve para medir o “nível” de inteligência das pessoas. Testes específicos são utilizados para mensurar e avaliar nosso desempenho cognitivo. E a ideia de medir algo tão subjetivo quanto a inteligência, não é algo muito novo. Testes e exames para definir o QI de uma pessoa começaram a surgir no século XX.

E com o passar do tempo, vendo criação de algoritmos, até tecnologia de rastreamento do sono o mundo nunca pareceu tão avançado e desenvolvido tecnologicamente. Por conta disso seria fácil presumir que cada geração os humanos estão ficando mais inteligentes. Mas será que isso é verdade?

Pontuação

Vários cientistas ponderam essa questão. Principalmente considerando que, ao longo do século XX, a pontuação média nos testes de QI no mundo todo aumentou de forma significativa, especialmente no ocidente.

O aumento visto foi aproximadamente três pontos de QI por década. Isso significa que, tecnicamente, estamos vivendo com mais gênios na Terra do que nunca.

Esse aumento nas pontuações de QI e aparente tendência de aumento nos níveis de inteligência com o tempo tem um nome. Isso é conhecido como efeito Flynn, em homenagem ao educador falecido James Flynn. E isso é visto por conta de melhorias na saúde, nutrição, educação melhor e melhores condições de trabalho Tudo isso contribui para essa pontuação mais alta.

Por exemplo, no século XIX a industrialização criou grandes cidades superlotadas com problemas de saúde e morte prematura. Contudo, a melhoria da moradia, saúde e parentalidade, associado com um acesso à educação e uma progressão gradual de trabalhos manuais para empregos mais exigentes intelectualmente fizeram com que muitos vivessem mais e com mais saúde.

Pesquisa

A pesquisa feita sugere que existe algo conhecido como gradiente de mortalidade de QI. Nele, as pessoas mais inteligentes costumam viver mais. E pesquisas feitas em países que não passaram por um  desenvolvimento pós-industrial também apoiam essa ideia de que a melhoria da educação, moradia e nutrição são os fatores principais que levaram ao aumento do QI.

Tudo isso quer dizer que os resultados dos testes de QI não aumentaram muito porque as condições de vida não melhoraram, de forma significativa, para um grande número de pessoas.

Contudo, na história aconteceram alguns relatos de queda no desempenho nos testes de QI em alguns países.  Por mais que os resultados dos testes de QI  tenham aumentado há algum tempo, pesquisas sugerem um efeito Flynn reverso que mostra que a tendência de aumento pode estar diminuindo.

Um exemplo disso foi um estudo norueguês que descobriu que os homens nascidos antes de 1975 mostraram o efeito Flynn positivo de um ganho de três pontos para cada década sucessiva.

Mais inteligentes

Contudo, para os nascidos depois de 1975 aconteceu um declínio constante no QI. Isso é uma diferença de sete pontos entre as gerações, tendo o QI médio caindo aproximadamente 0,2 pontos por ano. E outros estudos feitos no Reino Unido, Suécia e França, entre 2005 e 2013, também mostraram resultados parecidos.

Os resultados são difíceis de explicar. Mas foi sugerido que essa diminuição pode estar relacionada com mudanças na forma como as crianças foram ensinadas na escola.

Por conta disso, a resposta se os humanos estão ficando mais inteligentes é difícil de dizer. No entanto, o certo é que as pontuações de QI mais baixas não são  necessariamente, um sinal que os humanos são menos inteligentes, mas que apenas estão pontuando mais baixo.

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