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Cadê Wilson? Colômbia desiste de resgatar cão que ajudou crianças na selva

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As autoridades colombianas informaram ao canal de notícias “Caracol” nesta quarta-feira (28) que as Forças Militares da Colômbia suspenderam as operações de busca do caso Wilson.

Wilson desapareceu após auxiliar na busca por quatro crianças que haviam desaparecido após a queda de um avião na Floresta Amazônica.

No mês de maio, Wilson ajudou a localizar a aeronave acidentada e os corpos de três adultos que faleceram no acidente. O resgate das crianças com vida aconteceu em junho, após 40 dias de procura.

Cerca de 100 pessoas, incluindo militares e indígenas, participaram da operação de busca por Wilson na floresta.

Estratégias como a dispersão de comida pela selva e o uso de uma cadela no cio foram empregadas na tentativa de atrair o cão pastor belga.

Pedro Sánchez, comandante de operações especiais das Forças Armadas, afirmou à rede Caracol que eles já utilizaram tudo que estava disponível, sem medir esforços entre homens e tecnologia.

No entanto, na segunda-feira (26), o Exército informou que era improvável o resgate de Wilson. Sánchez acrescentou que o caso Wilson mostra um símbolo de herói das Forças Armadas que não retornou de uma missão. Eles prestaram homenagens ao cachorro.

O caso Wilson

Em 18 de maio, durante as operações de busca pelas crianças, o cachorro Wilson desapareceu.

No entanto, segundo o jornal “El País”, o Exército relatou ter avistado Wilson na selva em pelo menos duas ocasiões.

De acordo com a Rádio Caracol, após o resgate, as crianças mencionaram ter tido a companhia de um cachorrinho na selva, possivelmente o Wilson. Uma das meninas até mesmo desenhou o cachorro.

Via G1

Relembrando o caso, o acidente de avião aconteceu em 1º de maio, quando um transporte que seguia para Caquetá para San José del Guaviare caiu na Amazônia colombiana.

Logo após a decolagem, o piloto comunicou problemas na aeronave, que logo desapareceu dos radares. Inicialmente, encontraram apenas os corpos dos três adultos.

Posteriormente, as equipes de busca descobriram as primeiras pistas de que as crianças haviam saído pela mata, se afastando do local do acidente.

Os responsáveis encontraram diversos objetos, como fraldas, a tampa de uma mamadeira, um maracujá mordido e, a cinco quilômetros da cena do acidente, pegadas de lama de crianças.

Duas semanas depois, encontraram as crianças, sobrevivendo na floresta. O caso foi tido como um milagre, e elas já estão bem. Contudo, o caso Wilson seguiu em aberto até os dias atuais, sem resposta ou localização do animal.

Expectativa de sobrevivência

Via G1

A sobrevivência de um cão do exército perdido na floresta pode variar dependendo de vários fatores, como o treinamento do cão, suas habilidades naturais de sobrevivência, condições ambientais e disponibilidade de recursos na área.

Cães treinados do exército geralmente possuem habilidades de rastreamento e sobrevivência superiores às de um cão comum.

No entanto, sem acesso a comida, água e abrigo adequados, a sobrevivência de um cão na floresta pode ser desafiadora.

A capacidade de um cão de resgate de sobreviver perdido na floresta também depende de sua capacidade de evitar ou lidar com potenciais ameaças de outros animais selvagens.

As teorias de que o caso Wilson tenha encontrado desafios com outros animais são possíveis. Isso porque a vida selvagem na Amazônia pode representar perigos para um cão desorientado e sem proteção adequada.

Predadores, como grandes felinos, ou mesmo animais menores e mais agressivos, podem representar uma ameaça para um cão perdido na floresta.

Nesse cenário, o caso Wilson possui menos expectativas de um final feliz, mas o Exército valoriza a participação do membro da equipe no resgate das crianças.

 

Fonte: G1

Imagens: G1, G1

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