Cerveja e batatas fritas podem ser as armas ideais contra as mudanças climáticas
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Cerveja e batatas fritas podem ser as armas ideais contra as mudanças climáticas

Pouca gente sabe, mas todas as cervejarias do mundo, ao iniciar o processo de fermentação da cerveja – uma das bebidas que domina o mercado mundial -, emitem uma exorbitante quantidade de dióxido de carbono (CO2).

Para tentar minimizar esse cenário, uma empresa de tecnologia descobriu recentemente como controlar as emissões do gás. Com a descoberta, a empresa, agora, pretende trabalhar de forma árdua para diminuir a alta concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera terrestre.

A descoberta

O processo de fermentação da cerveja, geralmente, produz uma grande quantidade de dióxido de carbono (CO2). Com o intuito de diminuir os danos que a emissão do gás em questão provoca na natureza e de valorizar o conceito de sustentabilidade, a empresa britânica CCm Technologies decidiu mesclar o dióxido de carbono (CO2), com outros resíduos para criar fertilizantes.

O produto, que passou por diversas análises e testes, acaba de ser adotado pela Walkers, uma empresa especializada em produzir batatas fritas. O fertilizante foi testado pela marca no início deste ano.

A Walkers, após utilizar o produto em canteiros que possuíam sementes de batata, ficou impressionada com o resultado e decidiu instalar um equipamento em suas instalações para capturar dióxido de carbono (CO2) e, assim, poder produzir o próprio fertilizante antes da safra de 2022.

Com a iniciativa, espera-se que Walkers consiga reduzir em 70% as emissões de carbono de suas fábricas. Caso o projeto seja implementado de uma forma mais ampla, a marca pode se tornar um produtor de batata sem a presença de carbono até 2030.

As opiniões

David Wilkinson, diretor do conglomerado norte-americano da PepsiCo, dono da Walkers, disse: “De batatas e cerveja, esta parceria com a CCm Technologies é um aprendizado para toda a indústria alimentícia. Além disso, a união irá permitir que o setor agrícola desempenhe um papel fundamental em relação às mudanças climáticas”.

“Este é apenas o começo de uma jornada ambiciosa, estamos incrivelmente entusiasmados para testar o fertilizante em uma escala maior e descobrir todo o seu potencial. Esta iniciativa é um passo para o futuro e continuaremos trabalhando duro para reduzir o impacto que a emissão de dióxido de carbono (CO2) ocasiona”.

De acordo com Pawel Kisielewski, da CCm Technologies, “a empresa está muito satisfeita com o fato da PepsiCo ter escolhido a inovadora tecnologia para demonstrar o enorme potencial que novas abordagens podem gerar, não só em todo o Reino Unido, mas também no mundo”.

“Ao permitir a reutilização sustentável de recursos residuais e o bloqueio da emissão de dióxido de carbono (CO2), nossa parceria pode provar que a agricultura pode desempenhar papéis fundamentais na economia”, conclui Kisielewski.

CO2

De acordo com diversos especialistas, o dióxido de carbono é o responsável pelo aumento dos fenômenos ocasionados pelo efeito estufa. Por estar altamente concentrado na atmosfera terrestre, o composto vem contribuindo cada vez mais com os prejuízos causados pelo aquecimento global.

Mesmo acarretando tantos prejuízos, o CO2 segue sendo, segundo os especialistas, fundamental para vida no planeta, afinal, o composto é um responsáveis pela realização da tão conhecida fotossíntese.