A ciência tem a resposta para os cachorros serem tão amigáveis

POR Mateus Graff    EM Ciência e Tecnologia      23/04/18 às 11h37

Só quem tem um cachorro sabe o quanto esses animais são amigáveis, dóceis e bons companheiros. Mas vem cá, você já se perguntou por que eles são assim? Por que os cães são considerados os melhores amigos do homem? O que acontece na cabeça dos cachorros para eles gostarem tanto dos humanos? Um exemplo é o caso de Bridget von Holdt, que tem uma cadela chamada Marla e que, para ela, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

Holdt diz que "ela é hipersociável. Até fui investigar o seu genótipo". Holdt é uma bióloga evolucionária da Universidade de Princeton. Ela e seus colegas passaram três anos estudando a base genética subjacente para o comportamento social dos caninos. O estudo a gente mostra para vocês nessa matéria.

Por que os cães são tão amigáveis?

Os estudos feitos por Holdt e seus parceiros revelaram que os cachorros são mais sociáveis do que lobos que foram criados em circunstâncias semelhantes. Os cachorros prestam mais atenção em nós, consequentemente seguindo os nossos comandos e ordens de forma mais eficaz.

Sua pesquisa revelou um ponto intrigante. Cães hipersociáveis como Marla transportam variantes de dois genes, denominados GTF2I e GTF2IRD1. Quando esses dois genes são eliminados nas pessoas, a consequência é a síndrome de Willians, caracterizado por dificuldades cognitivas e tendência a gostar de todas as pessoas.

Holdt acha que as variantes genéticas nos cães inibem a função normal, levando aos mesmos problemas identificados nas pessoas com a síndrome.

Comportamento de cães na presença de humanos

No ano de 2010, junto com Monique Udell, comportamentalista animal da Universidade de Oregon, Holdt estudou os genomas de cães e lobos e conseguiu identificar alterações no gene WBSCR17, que ocorrem durante a domesticação dos cachorros.

O projeto ficou 'inativo' até 2014, quando a dupla conseguiu financiamento para realizar um novo conjunto de experiências com 18 cães de várias raças e 10 lobos acostumados a viver entre humanos.

Os animais que fizeram parte da experiência fora treinados a abrir uma caixa com um pedaço de salsicha. Depois, os animais foram induzidos a abrir a caixa em três situações diferentes: com um humano familiar presente, com um humano estranho e sozinhos.

Nos três casos, os lobos superaram os cães. Essa margem aumentou ainda mais quando os cães tiveram que abrir a caixa na frente do humano familiar. "Não é que eles não conseguissem resolver o problema, mas estavam muito ocupados observando o humano", disse Holdt.

Sim, é uma questão de genética, a única explicação pode ser essa, concordam? Não esqueça de deixar o seu comentário aqui embaixo!

Mateus Graff
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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