Cientistas descobriram finalmente como esse réptil antigo vivia com um pescoço absurdamente longo
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Cientistas descobriram finalmente como esse réptil antigo vivia com um pescoço absurdamente longo

Os animais, que já andaram por nosso planeta, foram dos mais variados. É certo que, com o passar dos anos e após a evolução e mudança climática que aconteceu na Terra, vários deles acabaram ficando para trás e encararam a completa extinção. E alguns ainda evoluíram para versões menos perigosas de seus ancestrais.

E também tem aqueles que por mais que já não existam mais, intrigam os cientistas até os dias atuais. Como é o caso desse réptil do Triássico chamado Tanystropheus.

A variedade de ossos fossilizados do pescoço incrivelmente longo desse animal confundiu os paleontólogos por quase 170 anos. Os pesquisadores usaram tomografias computadorizadas para conseguir descompactar os crânios esmagados dos restos mortais desse réptil. Assim, eles finalmente conseguiram responder algumas questões que circundavam esse animal estranho. Essas respostas vieram em agosto do ano passado.

Réptil

Os espécies de Tanystropheus podem chegar a mais de cinco metros de comprimento. E a cauda desse réptil representa um terço do seu comprimento, e o seu corpo talvez um quarto. O restante todo é o pescoço. “O Tanystropheus parecia um crocodilo atarracado com um pescoço muito, muito longo”, disse o paleontólogo Olivier Rieppel, do Museu de Campo de Chicago.

O motivo desse réptil ter desenvolvido essas dimensões é um mistério. E o fato dos pesquisadores não saberem se ele preferia ficar submerso na água ou andar pela terra tornava mais difícil ainda chegar a uma conclusão.

Grande parte da estranheza desse animal vem do seu pescoço. Basicamente, ao contrário de uma cobra ou lagarto, as vértebras cervicais nos fósseis desse animal eram esticadas como as de uma girafa. Tanto que, em 1852, que foi a primeira vez que os restos foram descobertos, eles foram considerados ossos das asas de um pterossauro voador.

“O poder da tomografia computadorizada nos permite ver detalhes que de outra forma seriam impossíveis de observar em fósseis”, disse o autor principal Stephan Spiekman, especialista em evolução de répteis do Triássico na Universidade de Zurique.

Análise

Transformar esses exames em modelos digitais também deu aos pesquisadores uma forma de reorganizar os ossos esmagados em uma configuração mais clara. Isso fez com que fosse mais fácil de eles terem uma boa visão de toda a anatomia do réptil.

“A partir de um crânio fortemente esmagado, fomos capazes de reconstruir um crânio 3D quase completo, revelando detalhes morfológicos cruciais”, disse  Spiekman.

Tendo esses fragmentos de ossos no lugar, os pesquisadores viram que, parece que o Tanystropheus se sentia bem na água. O crânio do animal tem suas narinas empoleiradas no topo, bem parecido com o focinho de um crocodilo.

Respostas

Além disso, o que antes era uma pilha confusa de dentes pontiagudos, agora, pode ser visto como uma armadilha bem eficiente para capturar um cefalópode.

“As espécies pequenas provavelmente se alimentavam de pequenos animais com carapaça, como o camarão, em contraste com os peixes e lulas que as espécies grandes comiam. Isso é realmente notável, porque esperávamos que o pescoço bizarro de Tanystropheus fosse especializado para uma única tarefa, como o pescoço de uma girafa. Mas, na verdade, permitiu vários estilos de vida. Isso muda completamente a maneira como olhamos para este animal”, conclui Spiekman.