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Como fazer uma resolução de Ano Novo

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A resolução de Ano Novo de Per Carlbring é tentar se conectar com alguém novo todos os dias. Carlbring é professor, chefia o Departamento de Psicologia da Universidade de Estocolmo e sabe como ninguém fazer uma resolução de Ano Novo ‘vingar’, tanto que ele e seus colegas, recentemente, publicaram um estudo revisado em pares sobre o assunto.

O profissional decidiu desenvolver o estudo em dezembro de 2015, depois de participar de uma conferência de realidade virtual, na Suécia. O motivo pelo qual participou do evento envolve o fato de uma de suas áreas de pesquisa utilizar a realidade virtual como principal ferramenta em tratamentos psiquiátricos.

Na época, durante um almoço com alguns colegas, Carlbring decidiu descobrir se algum de seus companheiros havia estipulado alguma resolução para o ano que se aproximava. Como resposta, o profissional obteve um longo silêncio.

Estudo

Carlbring acredita que qualquer resolução de Ano Novo deve ser estipulada com o intuito de trazer benefícios, seja para a saúde física ou mental. No ano passado, por exemplo, o professor decidiu correr 10 quilômetros a cada dois dias. A decisão se manteve ao longo dos 365 dias, mesmo durante o inverno frio de Estocolmo.

“Para mim, as resoluções de Ano Novo funcionam muito bem”, explica. “Como eu sempre quis saber se funciona para outras pessoas também, decidi elaborar o estudo. Para entender melhor o tema, além de descobrir se as resoluções funcionavam, eu precisava saber também quais eram os tipos de resolução que as pessoas colocavam em pauta”, ressalta.

À primeira vista, o assunto parece não ter tanta importância, mas se analisarmos bem, a questão é primordial, afinal, muitos de nós, aparentemente, usamos o fim do ano, uma data arbitrária que nos incentiva a fazer algo novo, para tentarmos melhorar como pessoa.

De acordo com alguns estudos que foram analisados por Carlbring, as pessoas não se preocupam apenas com o Ano Novo em si, mas também as semanas que estão por vir, os meses e outras datas marcantes. Essa peculiaridade foi apelidada em 2014 pelos pesquisadores Hengchen Dai, Katherine L. Milkman e Jason Riis apelidaram como “efeito de um novo começo”.

Análises

Mas o quão bem sucedidas são as resoluções que são colocadas em pauta antes de novo ano começar? Para responder a pergunta, Carlbring e seus colegas recrutaram 1.066 pessoas por meio das redes sociais e da imprensa sueca.

Os pesquisadores dividiram os participantes em três grupos. O primeiro grupo analisado era formado por membros que foram solicitados a preencher um questionário sobre resoluções de ano novo, mas que não receberam nenhum apoio para cumprir a meta.

O segundo grupo era constituído por convidados que, além de estipularem as resoluções de Ano Novo, também nomearam amigos e familiares para ajudá-los durante um ano, enviando e-mails de apoio para que pudessem atingir seus objetivos.

Já o terceiro grupo possuíam convidados que também pautaram resoluções de Ano Novo específicas, que foram mensuradas pelos pesquisadores ​​e, por isso, deveriam ser alcançadas dentro de um determinado prazo.

Carlbring e sua equipe acompanharam os dois últimos grupos por e-mail todos os meses. O progresso de ambos os grupos foi avaliado no final do ano. No geral, cerca de 55% dos participantes do estudo conseguiram alcançar suas resoluções.

De acordo com Carlbring, o segundo grupo, cujos membros receberam apoio de amigos e familiares, obteve mais sucesso. As pessoas que determinaram resoluções mais precisas, se sentiram desestimuladas ao longo da jornada, pois achavam que o objetivo não poderia ser alcançado.

Resolução de Ano Novo

Um dos participantes, por exemplo, decidiu perder x quilos em um ano, mas no meio do caminho percebeu que, para atingir a quantidade definida, necessitaria de mais tempo. Para o pesquisador, se o participante tivesse apenas definido que gostaria de perder peso, sem estipular uma quantidade, provavelmente, ele não teria abandonado a resolução.

O pesquisador, portanto, acredita que as pessoas, ao estipularem as resoluções de Ano Novo, devem estipular metas amorfas, que não as desmoralizem, caso não cumpra os objetivos.

Em geral, o estudo mostra que as resoluções, em sua maioria, possuem duas vertentes. A primeira está relacionada com o que desejamos evitar e a segunda associada a novos desafios.

Para CarlBring, independente do tipo de resolução, é extremamente importante receber o apoio daqueles que nos norteiam, pois ‘a pressão dos pares’ funciona.

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