Ciência e Tecnologia

Como funciona o novo tipo de HIV recém descoberto?

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Foi divulgada, recentemente, a descoberta de um novo tipo de do vírus da imunodeficiência humana, o HIV, conhecido por ser o causador da Aids. Essa é a primeira vez em quase vinte anos, que uma nova cepa do vírus é descoberto por cientistas. A descoberta foi feita pelo laboratório norte-americano Abbott. Até então desconhecido, esse subtipo do vírus traz uma esperança a mais para ajudar a conter futuros surtos da doença, além de oferecer novas formas de tratamento.

Só no Brasil, atualmente, existem aproximadamente 870 mil pessoas que convivem com o vírus da imunodeficiência humana. De acordo com um levantamento do Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, em alcance global, esse número ultrapassa os 37 milhões. Em 2019, pelo menos 1 milhão de pessoas morreram em decorrência do avanço da doença. O que mostra como é importante conter o avanço da doença. O estudo foi publicado, no jornal científico Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes.

O HIV

A nova cepa, denominada cepa L, se encontra no grupo M, que é definido como uma das quatro subclasses conhecidas do HIV. A primeira amostra dela foi descoberta no final da década de 1980, quando a doença estava no auge. Porém, naquela época, o material recolhido não era suficiente para ser estudado. Hoje, com o avanço tecnológico. Os cientistas conseguiram observar a sequência de seus genomas e classificá-lo de forma correta.

“Graças aos esforços da comunidade global da área da saúde nas últimas décadas, a meta de acabar com a pandemia de HIV está se tornando atingível”, disse a bióloga Mary Rodgers. Ela, que trabalha para a Abbott, é uma das responsáveis pela pesquisa.

Agora que foi identificada e classificada, a cepa será analisada de perto por médicos e especialista de todo o mundo. Assim, poderá ajudar a conter novas pandemias virais. Mas, mais do que isso, essa descoberta do subtipo do vírus, abre diversas possibilidades futuras, como a criação de medicamentos e até mesmo vacinas, com base no estudo da estirpe.

A descoberta

A descoberta é resultado de um programa antigo da Abbott, que já dura 25 anos. O programa tem como foco inicial monitorar o vírus HIV e o vírus da hepatite. Nesses 25 anos desde o começo do programa, a empresa já coletou mais de 78 mil amostras de vírus. Além de identificar mais de 5 mil subtipos diferentes.

Embora seja muito animadora a descoberta, Rodgers já avisou que isso é apenas o começo do avanço no tratamento contra o vírus. “Encontrar essa nova cepa é apenas o começo. Compartilhando a sequência com a comunidade científica em geral, agora outros cientistas poderão avaliar como essa cepa é diferente das outras. Tanto em termos de tratamento e também para o desenvolvimento de diagnósticos ou testes, que possam detectá-lo. Agora, podemos focar em novos tratamentos e vacinas para esse subtipo, o que já representa uma melhoria”, concluiu a bióloga.

Enfim, a descoberta desse novo tipo de vírus representa uma grande esperança para todos. Tanto para aqueles que possuem a doença, quanto a comunidade em geral. Afinal, ela pode ajudar a melhorar o tratamento e quem sabe até acabar com o vírus.

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