10 verdades sobre a AIDs que ninguém vai te contar

POR Magno Oliver    EM Ciência e Tecnologia      15/06/15 às 09h24

Mesmo com os avanços da ciência, da tecnologia, da medicina e da indústria de remédios, o mundo ainda não conseguiu se livrar da Aids. Ainda que os tratamentos e a vasta quantidade de informação tenham sido facilitados de tal forma, os registros de novos casos e pessoas infectadas continuam preocupando as autoridades de saúde.

A doença deixou de ser alvo de grupos específicos, como casais homo e heterossexuais, por exemplo, para atingir qualquer cidadão que se exponha a situações de risco ou que pratique sexo sem proteção. A Aids é uma doença que causa destruição dos chamados linfócitos, os famosos glóbulos brancos e ataca o sistema imunológico. O seu caráter de atuação é pandêmico, ou seja, ataca simultaneamente várias pessoas numa mesma região.

E para você ficar mais antenado sobre o que é a doença, seus riscos e tudo mais, preparamos para você uma listagem com verdades sobre a AIDS. Confira aí:

 

1. Os primeiros sintomas da Aids são iguais aos de uma gripe

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Em vários casos pelo Brasil, o início da doença passa despercebido por confusão dos infectados com os sintomas de uma gripe. Assim que a infecção pelo vírus começa, o sistema imunológico automaticamente começa a ser atacado. Isso acontece entre três e seis semanas depois de alguma prática de risco, quando o paciente demonstra sintomas similares com os da gripe, como febre e mal-estar, por exemplo. Segundo o Ministério da Saúde, nessa primeira fase, conhecida como infecção aguda, ocorre a incubação do HIV - denominação para o período de exposição do vírus até que surjam os primeiros sinais da doença.

2. Não é possível eliminar o vírus do corpo humano

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Os tratamentos utilizados podem garantir uma vida tranquila aos soropositivos, mas mesmo com os avanços tecnológicos e da indústria farmacêutica, não existe cura para o causador da Aids, o vírus HIV. Depois do tratamento com medicamentos antirrretrovirais, alguns pacientes podem precisar trocar as combinações de medicamentos, que são os famosos coquetéis. De acordo com o Ministério da Saúde, existem fatores que podem interferir no tratamento, como intolerância, má adesão, uso prévio de combinações inadequadas e resistência primária do HIV. Nesses casos, o paciente deve ser submetido a um teste de genotipagem, que indica os medicamentos aos quais a pessoa ficou resistente.

3. Ter HIV não significa necessariamente que você tem aids

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De acordo com o psicólogo e coordenador do polo de prevenção de DST/Aids da Universidade de Brasília (UnB), Mário Ângelo Silva, a doença é caracterizada pelo desenvolvimento de doenças oportunistas, que se aproveitem da fraqueza do sistema imunológico para atacar o organismo do paciente. Por isso que existem casos em que o portador do vírus HIV não pode ser considerado um paciente com Aids, pois o vírus HIV é a porta de entrada para a doença, porque prejudica o sistema imunológico.

4. Aids é um estado, não uma condição permanente

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Segundo o psicólogo da Universidade de Brasília (UnB), Mário Ângelo Silva, do ponto de vista médico, uma pessoa só é considerada aidética no momento em que desenvolve uma doença oportunista ou, então, quando os exames apontam fraqueza em seu sistema imunológico. Para o Ministério da Saúde, a primeira incidência de doença oportunista já eleva o paciente à categoria de aidético e ele passa a fazer parte dos números divulgados pelo órgão.

5. Não há grupo de risco

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O Ministério da Saúde já não considera mais a existência dos chamados "grupos de risco". Até décadas anteriores, homossexuais, hemofílicos, usuários de drogas injetáveis eram enquadrados nessa categorização, no começo da epidemia. Atualmente, eles usam o termo "comportamento de risco", pois o vírus deixou de se concentrar em grupos específicos e hoje se espalha de forma geral e o número de heterossexuais infectados aumentou proporcionalmente à epidemia, principalmente entre as mulheres.

6. Um casal sorodiscordante pode ter filhos

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Existem situações de casais em que um dos cônjuges é portador do vírus e o outro não. Nessa hora, é complicada a situação dos dois, principalmente quando há o desejo de ter filhos, pois o risco da gravidez está aliada a uma situação mais grave ainda: o sexo sem camisinha. Mesmo com a proteção oferecida pela camisinha, há a possibilidade de uma mulher soropositiva abra mão do método e engravide de um companheiro saudável sem infectá-lo durante a relação. Também há a possibilidade que a mãe soropositiva não infecte o bebê, para isso, basta receber um acompanhamento médico e tomar antirretrovirais durante todo o período da gravidez.

7. No Sul do País, está a maior incidência de novos casos de HIV

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Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a incidência de aids é maior em municípios da região Sul do Brasil. Na lista das cidades com mais de 50 mil habitantes, os Estados do Sul ocupam as 14 primeiras posições no ranking de casos de aids proporcionais à população do local. A região concentra 14% da população do País e representou, em 2010, 23% dos casos diagnosticados, além de apresentar a maior taxa de incidência de HIV: 28,8 mil casos para 100 mil habitantes. Porto Alegre lidera a lista, seguida por outras 13 cidades localizadas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.

8. Número de novos casos caiu

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O Brasil apresentou redução no número de novos casos de HIV. Em escala global, o panorama é semelhante: o número de contaminações com o vírus da aids diminuiu 21%, contabilizando 2,67 milhões de casos em 2010. Os dados fazem parte do relatório anual do Unaids, o programa das Nações Unidas dedicado ao combate à aids, e apontam que o número de óbitos também caiu. Em 2010, 1,8 milhão de pessoas morreram em decorrência da doença, enquanto em 2006 os óbitos devido à infecção atingiram 2,2 milhões.

9. Ninguém morre de aids

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Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a aids não mata. O vírus causador da aids ataca o sistema imunológico e faz com que o paciente fique vulnerável a doenças. De acordo com o Ministério da Saúde, o que mata são as doenças oportunistas que o HIV positivo contrai. Devido a isso, é importante que o soropositivo cuide de sua alimentação, pratique exercícios físicos e esteja bem emocionalmente, que é o fator principal. Isso vai dificultar a contaminação por resfriados, problemas gastrointestinais e gripes, que podem evoluir para doenças mais graves.

10. Um soropositivo pode viver normalmente

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O paciente que for portador do vírus HIV pode levar uma vida normalmente. A expectativa de vida de um soropositivo de AIDS pode se equivaler a de uma pessoa saudável. De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo de vida pós-infecção varia de acordo com as características do indivíduo. Existem pessoas que utilizam o coquetel por anos e continuam tendo uma boa saúde, enquanto outras apresentam complicações sérias mais cedo e têm reações adversas aos medicamentos.

Magno Oliver
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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