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Como se proteger e ter viagem segura em app de corrida

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Hoje em dia, é quase impossível se imaginar sem o serviço que os aplicativos de transporte individual oferecem. No entanto, nos tempos atuais as pessoas têm uma grande sensação de insegurança em vários espaços públicos e, infelizmente, isso também chegou na viagem pelo app. E essa sensação de insegurança aumenta ainda mais quando quem está no banco de trás é uma mulher.

Um exemplo de que isso, infelizmente, é a realidade aconteceu semana passada quando uma mulher foi roubada e estuprada por um motorista de aplicativo em Salvador. De acordo com a Polícia Civil, a mulher pediu a viagem e, depois de poucos minutos que entrou no carro, o motorista a redeu com uma faca, roubou os pertences dela e a estuprou.

Esse crime não foi o único ato violento. Depois de 24 horas do ocorrido, Ramon Santos, o motorista que foi acusado de ter cometido esse crime, apareceu morto. A suspeita principal é que ele tenha sido executado pelo “tribunal do crime”.

Riscos na viagem

Codificar

Os casos de violência que acontecem em uma viagem nos carros de aplicativo, como estupro, sequestro e roubo, não podem ser tidos como coisas isoladas ou pontuais. E o que mais choca é os criminosos cometerem esses crimes, mesmo sabendo que suas informações pessoais, como nome, endereço e documentos estão registrados no app. Segundo Eduardo Lima de Souza, presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo (Ama-SP), por conta disso que muitos criminosos compram contas falsas.

“Há duas situações: quando o bandido rouba o celular do motorista e se passa por ele – mas isso é por poucos minutos – e, a mais comum, criminosos que compram compras falsas. Você acha facilmente para comprar no Facebook. Eles utilizam esse tipo de conta porque não registram seus dados reais. Uma empresa de tecnologia permitir que algo desse tipo aconteça é o fim dos tempos, mas acontece”, disse ele.

Na visão de Cássio Thyone, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse tipo de crime ficou comum porque empresas como a Uber aumentaram o acesso à profissão de motorista profissional. Para ele, parte dos assaltos e sequestros que acontecem durante a viagem são feitos com apoio de outro crime, no caso o uso de documentos falsos para se cadastrar na plataforma.

Mesmo que seja quase impossível que as pessoas se tornem imunes à violência em qualquer espaço, Thyrone pontua algumas maneiras de diminuir o risco. A primeira coisa é conhecer bem a plataforma que solicitará a viagem e aconselhar os idosos e adolescentes a respeito das ferramentas que existem.

“É importante escolher motoristas mais bem avaliados e sempre conferir se a pessoa que se apresenta é a da foto. Depois, é preciso saber usar todas as ferramentas disponíveis, como compartilhamento de corrida com um familiar, gravar o áudio da viagem e o famoso botão do pânico, que aciona a polícia”, explicou.

Um ponto básico, mas extremamente importante, é nunca usar o serviço pirata. “Mesmo que você seja assaltado usando a plataforma, terá chances de rastrear o criminoso. Se você pegar um Uber ‘pirata’, como esses que ficam no aeroporto, você perde todos os recursos do aplicativo, todas as garantias. Normalmente, esses motoristas informais são os que foram banidos dos aplicativos”, alertou o especialista em segurança pública.

Ferramentas de segurança

Zarp localiza

Mesmo não tendo zerado o número de crimes nas viagens, as empresas estão investindo em ferramentas de segurança para que os riscos sejam diminuídos. Segundo a 99, por conta das ferramentas houve uma diminuição nos casos de assédio e violência sexual que aconteciam durante a viagem em 43% em um milhão de corridas no Brasil.

Dentre as ferramentas usadas pela 99 está o uso de inteligência artificial que age no momento de chamar a viagem fazendo a classificação do nível de vulnerabilidade de passageiras, levando em consideração fatores como local, horário e duração da viagem. Assim, ela direciona a pessoa que solicitou a corrida para motoristas mulheres ou homens mais bem avaliados e também envia várias mensagens de respeito e empatia.

Segundo a empresa, durante a viagem, ela é monitorada em tempo real por uma outra inteligência artificial que consegue identificar coisas anormais, como por exemplo, uma parada longa ou um desvio de rota. Quando isso é notado, protocolos de segurança são ativados.

No caso da Uber existe uma ferramenta chamada U-Selfie que é de  “verificação de identidade em tempo real”. Ela funciona pedindo, de tempos em tempos, que os motoristas tirem uma selfie antes de aceitarem uma viagem ou ficarem online.

Existe também uma detecção automática de linguagem imprópria nas mensagens enviadas no bate-papo do app. Com isso, se palavras consideradas ofensivas ou ameaçadoras à integridade de uma pessoa forem detectadas, elas entram automaticamente em um processo de desativação permanente da conta original.

A Uber também tem o botão “Recursos de Segurança”, que dá aos usuários e motoristas a possibilidade de compartilhar sua localização e o tempo de chegada em tempo real durante a viagem com qualquer pessoa que quiserem. Além disso, também é dada a opção de ligar diretamente do app para a polícia em situações de risco ou emergência.

Fonte: UOL

Imagens: Codificar, Zarp localiza

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