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Como sobreviver a um raio? Molhe a cabeça

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Ser atingido por um raio pode ser uma coisa bem difícil de acontecer, mas isso não quer dizer que é impossível. A chance de uma pessoa ser atingida por um raio é de uma em um milhão. Mas, se ela estiver numa área descampada, essa chance é de uma em mil.

Mesmo que seja bem difícil uma pessoa ser atingida por um raio, isso não quer dizer que a ocorrência seja pouca. No caso do nosso país, por conta da sua grande extensão territorial e clima tropical, ele é um dos países com mais raios no mundo. Para se ter uma ideia, são registrados até 57 milhões anualmente.

E quando o assunto é raio, é bem provável que as pessoas já tenham escutado alguma história de alguém que foi atingido por um e conseguiu sobreviver. Isso não é somente algo de histórias inventadas. Realmente é possível sobreviver a um raio?

Pensando nisso, os cientistas da Universidade Tecnológica de Ilmenau, na Alemanha, foram estudar o que poderia ter uma influência na força da descarga elétrica no meio de uma tempestade. Os resultados que eles encontraram foram bem interessantes.

Por exemplo, se uma pessoa estiver com a cabeça molhada ela pode aguentar o impacto de um raio de forma melhor. E mesmo que pareça algo impossível de ser feito, que é sobreviver a um impacto direto na cabeça, isso ainda é possível.

Para se ter uma noção, a taxa de sobrevivência às descargas elétricas que escapam dos para-raios fica entre 70% e 90%. Essa é uma porcentagem bem alta. Claro que para isso acontecer vários fatores estão envolvidos. Além disso, os cientistas acreditam que ter uma superfície “flashover”, que é a que espalha a descarga do raio de maneira rápida, é o fator principal na ajuda a sobrevivência das pessoas.

Sobrevivendo a um raio

Canaltech

De acordo com os cientistas, a superfície de flashover, de maneira mais específica, é o caminho de descarga ao longo da pele mais externa causado pela diferença alta de voltagem entre o ponto de entrada e o de saída da corrente ao longo do corpo.

A fração mais alta da corrente do raio flui através do canal de flashover fora do corpo humano, atingindo somente alguns ampères nos tecidos humanos, pelo menos foi isso o visto nos experimentos e estudos teóricos. E por mais que os flashovers possam ajudar na sobrevivência, nenhum estudo tinha observado como a chuva afetava na sua formação.

Então, os cientistas criaram cabeças falsas para fazer o teste. Elas tinham três camadas representando o escalpo, o crânio e o cérebro, respectivamente. Além disso, os materiais usados imitavam o tecido humano. Eles foram submetidos a 10 cargas elétricas de alta voltagem. Uma foi a seco, e as outras depois de terem recebido um spray de solução levemente salina que imitava a água da chuva.

Como resultado, entre 92 e 97%, ou seja, a maior parte da corrente elétrica viajou pela superfície exterior das duas cabeças. A diferença estava na quantidade de corrente penetrando as camadas. No escalpo da cabeça molhada chegou uma quantidade maior de carga, mas o cérebro levou 13% menos corrente elétrica e 33% menos energia comparado à cabeça seca.

As diferenças vistas foram grandes, tendo a cabeça seca sofrido mais dano. Mesmo com esses resultados, os próprios cientistas reconheceram que seu estudo teve limitações, como por exemplo, as cabeças não terem cabelo ou chapéus, e que os raios de verdade iriam ter uma amplitude elétrica maior. Independentemente disso, os resultados obtidos foram interessantes por si só e pedem estudos mais aprofundados.

Para-raios

Canaltech

O raio é um dos fenômenos mais impressionantes que o homem pode apreciar na natureza. Ele pode cair em qualquer lugar e, dependendo de vários fatores, até no mesmo lugar por várias vezes. Mas o que acontece quando um raio atinge um para-raio? Como ele funciona? Para que serve exatamente?

Um para-raio é composto por uma haste de metal ligada à terra por um fio condutor de cobre. Em sua extremidade superior existe uma coroa de quatro pontas que é coberta para suportar o forte calor gerado pela descarga elétrica. Essas hastes colocadas nos mais diversos tipos de edifícios criam um caminho para a passagem do raio ou da descarga elétrica. As pontas do objeto servem para atrai-los e desviarem as descargas até o solo, fazendo com que eles se dissipem no solo.

Como raios são um fenômeno natural impossível de ser evitado, o para-raios foi uma invenção criada para buscar um meio de desviá-los de qualquer possível alvo. Mas um problema dessas descargas elétricas são a questão da vulnerabilidade aos possíveis danos causados por elas. Quando o fio está ligado à terra, o para-raios faz com que a descarga seja conduzida até o solo. Em termos gerais, ele é uma espécie de haste com pontas colocada em um lugar alto e ligado à terra.

O segredo do princípio de funcionamento é baseado no poder das pontas do condutor metálico. As cargas elétricas se encontram na ponta do objeto, gerando um campo elétrico mais forte que no restante da haste. Por conta da sua função, esse objeto é usado para proteger construções, casas, edifícios contra as descargas elétricas atmosféricas, evitando a queima de equipamentos domésticos, como computadores, aparelhos eletrodomésticos e televisores.

Esse objeto é importante porque, como mostram os estudos, sua incidência tem crescido nas áreas urbanas. Isso estaria ligado ao aumento da poluição e da temperatura nesses locais.

Fonte: Canaltech, UFRB

Imagens: Canaltech

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