
A construção é imponente, refletindo sobre uma piscina longa e perfeitamente simétrica. Apesar de parecer uma cena de um filme de fantasia, é um monumento considerado uma das sete maravilhas do mundo e é possível experienciar sua magia na vida real. O Taj Mahal, no entanto, possui uma história interessante, além de uma beleza exuberante.
Rabindranath Tagore, um dos poetas mais amados da Índia, chamou o Taj Mahal de “uma lágrima na bochecha do tempo”, e a história por trás da estrutura faz jus à sua reputação.
Ao contrário da crença popular, o Taj Mahal – que fica em Agra, Uttar Pradesh, na Índia, não é um templo; na verdade, é um mausoléu. Foi encomendado em 1631 pelo imperador mogol Shah Jahan, para abrigar o túmulo de sua amada esposa, Arjumand Banu Begum – também conhecido como Mumtaz Mahal – que significa “joia do palácio”.
Mumtaz morreu tragicamente ao dar à luz seu 14º filho, Gahuara Begum. Assim sendo, a construção começou no ano seguinte, e o mausoléu foi finalmente concluído em 1648, enquanto os jardins deslumbrantes foram concluídos cinco anos depois.

Reprodução/National Geographic
Jahan viu pela primeira vez sua futura esposa no bazar de Agra, vendendo sedas e miçangas. A história conta que Jahan se apaixonou loucamente à primeira vista por Mumtaz, que era um aristocrata persa. Ele perseguiu Mumtaz por cinco anos até se casar com ela em 1612 – fazendo dela uma de suas esposas. Vale destacar que ele já tinha duas, como era a tradição.
Mumtaz foi imortalizada como o epítome da beleza feminina, mas ela também era uma praticante política astuta, e recebeu o selo real, acompanhando Jahan no campo de batalha. Isso enquanto estava grávida.
Quando Mumtaz morreu de complicações pós-parto, Jahan ficou inconsolável e mergulhou a corte imperial em luto por dois anos inteiros. Ele começou a planejar a construção do Taj Mahal, o testemunho final de seu amor por sua esposa favorita.
Para tal, ele reuniu artistas e arquitetos muçulmanos de todo o país para projetar um mausoléu digno de Mumtaz. Ao todo, 20.000 artesãos ajudaram na construção do Taj Mahal e seus jardins, ajudados por 1.000 elefantes, ao longo de 22 anos.
O Taj Mahal é incomparável em beleza, incorporando arte e tradições persas, otomanas e islâmicas, e seu design é inspirado nas descrições do Alcorão do céu. Além disso, é uma obra-prima de simbolismo. Sua simetria bilateral é dominada por um eixo central, imagem há muito usada para demonstrar uma força dominante que traz equilíbrio e harmonia.
Ademais, a estrutura também está alinhada na direção cardinal norte-sul e os cantos foram posicionados de modo que, quando se está no centro, o sol pode ser visto nascendo e se pondo nos cantos norte e sul durante os solstícios de verão e inverno.
Graças ao mármore branco impecável, o edifício parece mudar de cor dependendo da hora do dia e do clima, garantindo que o céu seja incorporado na superfície do edifício – assim como nas piscinas refletivas, uma maneira segura de implicar a presença do deus islâmico Alá.
O Taj Mahal é uma obra-prima arquitetônica, e o fato de haver uma requintada história de amor por trás de sua criação significa que continuará resistindo ao teste do tempo nos próximos séculos.
Existem muitas histórias diferentes sobre o buraco no telhado do mausoléu de Mumtaz Mahal. Porém, a verdade é que Shah Jahan anunciou que as mãos de todos os trabalhadores seriam cortadas quando o Taj Mahal estivesse concluído. Isso para que um palácio tão bonito fosse desconhecido para alguém.
O buraco no telhado do mausoléu de Mumtaz Mahal foi criado pelos construtores/operários do Taj Mahal.
Assim sendo, os trabalhadores criaram um buraco no telhado para que eles pudessem se vingar de Shah Jahan. Portanto, a estrutura não poderia durar muito por causa disso; as cachoeiras foram direto no túmulo de Mumtaz durante a chuva por causa deste buraco.
Fonte: Aventuras na História






