Criado o primeiro cérebro híbrido de humanos e ratos

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      24/04/18 às 18h53

Apesar de parecer ficção científica os resultados são completamente pautados na realidade. Cientistas conseguiram implantar um mini cérebro humano em crânios de ratos.

E eles ainda podiam observar como as células humanas estavam se comportando espiando através de uma pequena "janela" inserida nos ossos dos roedores.

O polêmico estudo apesar de causar estranhamento, pode trazer descobertas significativas para comunidade científica do mundo todo. E no futuro, a técnica de implante de cérebros poderia servir para ajudar em reparos em nossos órgãos naturais.

O estudo

Essas células humanas passaram por um processo em laboratório para formar organoides, antes de serem implantadas nos animais. Processo esse completamente inovador na história.

Os pesquisadores relataram na revista científica Nature Biotechnology que os cérebros dos ratos supriram os cérebros humanos com sangue e os nutrientes necessários. Além do mais, ambos os tecidos estariam se comunicando.

No estudo os mini-cérebros foram implantados em mais de 200 ratos. Cerca de 80% deles, em apenas 14 dias, já haviam desenvolvido uma complexa rede de vasos e se comunicavam com os cérebros naturais do animais implantados.

A equipe que realizava a pesquisa buscava responder questões como se o órgãos humanos significariam alguma alteração de consciência ou de identidade nos animais. Porém, no artigo publicado, os pesquisadores afirmaram que não foram observadas diferenças no padrão de comportamento dos roedores ou alterações nos níveis de inteligência dos mesmos.

Cientistas têm cultivado cérebros humanos em laboratórios há algum tempo. Desenvolvendo células-tronco em estruturas que se assemelham aos cérebros. Mas pela dificuldade em obter os nutrientes suficientes, essas células acabam limitando seu tamanho.

No entanto, uma equipe conseguiu desenvolver nesses mini-cérebros seus próprios vasos sanguíneos, o que eles esperam que possa transformá-los em organoides maiores.

Esses pequenos cérebros um dia poderão ajudar humanos que tiveram seus cérebros danificados, auxiliando a restaurar suas funções e no tratamento de doenças. Ainda há muito a se descobrir a respeito da técnica, mas isso não inibe a empolgação dos pesquisadores pelo avanço que já conseguiram através do experimento nestes animais.

Então pessoal, que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

Via   IFL Science  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.

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