História

Degelo revela vidro vulcânico e artefatos de 7 mil anos no Canadá

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No Parque Provincial Mount Edziza, situado no Canadá, a fusão do gelo em terreno montanhoso revelou uma série de artefatos de 7 mil anos, inclusive vidro vulcânico e outros itens de valor.

Importante mencionar que o Monte Edziza é um vulcão potencialmente ativo, e um dos achados notáveis foi uma abundância de obsidiana no local — um vidro formado quando a lava seca rapidamente.

Os arqueólogos descobriram picadores de gelo, ferramentas de osso, uma bota de peles, bengalas e caixas feitas de casca de bétula, uma árvore característica da região. Outras relíquias remontam a 5.000 a.C., conforme relato do portal Atlas Obscura.

Ao todo, 56 relíquias foram resgatadas do gelo e, posteriormente, submetidas a testes de datação por carbono. Esses artefatos foram utilizados pela nação de Tahltan, que subsistia da caça.

Duncan McLaren, o arqueólogo responsável pela escavação, falou sobre o caso. Ele disse que observaram uma densidade extraordinariamente alta de artefatos.

Embora soubessem da presença de obsidiana, só perceberam, ao concluir este projeto, a existência de todos esses artefatos orgânicos preservados ao redor do vidro vulcânico.

Via UOL

Preservação

A equipe ficou surpresa com a notável preservação dos achados, resultado das baixas temperaturas da região e do seu isolamento remoto, que limitou a circulação de pessoas ao longo dos séculos.

Atualmente, os pesquisadores enfrentam o desafio de restaurar e armazenar esses artefatos frágeis sem causar danos, conforme relatado pelo Atlas Obscura.

Dessa forma, é possível esperar atualizações sobre o caso, especialmente com o transporte seguro desses itens.

Eles precisam passar por avaliação profissional, determinando mais do que apenas sua idade, como também composições e outros elementos pertinentes dessa análise.

O degelo na região pode ser um fator preocupante, especialmente pelo aumento das temperaturas. Caso exista a possibilidade de mais itens perdidos, os pesquisadores precisam saber, para garantir a segurança desses artefatos e da região como um todo.

Vidro vulcânico

Via UOL

O vidro vulcânico, também conhecido como obsidiana, foi o principal achado do degelo.

Essa é uma rocha ígnea vítreo-negra formada a partir de lava vulcânica que esfria rapidamente, impedindo a cristalização completa.

Durante uma erupção vulcânica, a lava expelida contém uma alta concentração de sílica, um componente essencial para a formação do vidro.

A lava, ao atingir a superfície ou entrar em contato com o ar, resfria rapidamente. A velocidade rápida de resfriamento impede a formação de cristais, levando à solidificação do material em uma estrutura vítrea.

Por conta disso, a obsidiana é composta principalmente de sílica (óxido de silício), mas pode conter outros minerais, o que contribui para suas diversas cores e padrões.

Ao contrário de outras rochas ígneas, que muitas vezes têm uma estrutura cristalina visível, a obsidiana é amorfa, o que significa que não apresenta uma estrutura ordenada de cristais.

O vidro vulcânico pode variar em cor e aparência devido à presença de impurezas e variações na composição mineral.

Sua textura vítrea e bordas cortantes fazem da obsidiana um material valioso historicamente, sendo utilizado na produção de ferramentas, armas e objetos decorativos por várias culturas ao longo da história.

Um item de milhares de anos não apenas tem valor acrescido, sendo ainda mais caro, mas também traz informações sobre o passado. Afinal, os povos podem ter contato com esse material e aplicar sua utilização no dia a dia.

Como os elementos ficaram soterrados com o gelo, somente agora os pesquisadores saberão como seguir com as escavações e a análise histórica.

Embora pareça um elemento simples, o vidro vulcânico conseguirá orientar os especialistas para saber mais sobre a região, sua formação terrestre e quais as possibilidades arqueológicas no local.

 

Fonte: UOL

Imagens: UOL, UOL

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