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Uma múmia egípcia grávida foi descoberta pela primeira vez

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A arqueologia é a ciência responsável por estudar culturas e civilizações do passado. E é através das descobertas arqueológicas, que vestígios de antigas sociedades e culturas são descobertos. Assim, pode-se compreender melhor como viveu determinado povo, quais eram seus hábitos e costumes. Até mesmo, o que levou ao seu fim.

E várias das vezes, descobertas podem trazer algo inesperado. Os arqueólogos pensaram, no começo, que eles estavam examinando uma múmia de um antigo sacerdote egípcio chamado Hor-Djehuty. Mas as imagens do abdômen do corpo  revelaram o que parecia ser os ossos de um pé minúsculo.

Depois disso exames mais completos foram feitos e confirmaram que o pé era de um feto minúsculo que ainda estava no útero da sua falecida mãe mumificada. Essa é a primeira vez que uma mulher grávida mumificada foi encontrada. E ela tem um mistério fascinante.

Múmia

Perguntas como: quem era a mulher? E por que ela foi mumificada com seu feto? foram levantadas. Essa descoberta feita pelos cientistas foi chamada de Senhora Misteriosa do Museu Nacional de Varsóvia.

“Por razões desconhecidas, o feto não foi removido do abdômen durante a mumificação. Por isso, a múmia é realmente única. Nossa múmia é a única identificada até agora no mundo com um feto no útero”, disse o arqueólogo Wojciech Ejsmond, da Academia Polonesa de Ciências.

Essa múmia e o seu sarcófago foram doados para a Universidade de Varsóvia, em 1826. E eles foram mantidos no Museu Nacional de Varsóvia, na Polônia desde 1917. A descoberta realmente tem uma história bem interessante.

Inicialmente, a múmia foi considerada uma mulher, provavelmente por conta do seu sarcófago elaborado. E foi apenas por volta de 1920, época em que o nome no caixão e cartonagem foi traduzido, que essa percepção mudou. A escrita revelou que a pessoa enterrada se chamava Hor-Djehuty e tinha uma posição elevada.

“Escriba, sacerdote de Horus-Thoth adorado como uma divindade visitante no Monte de Djeme, governador real da cidade de Petmiten, Hor-Djehuty, justificado pela voz, filho de Padiamonemipet e senhora de uma casa Tanetmin”, dizia a tradução.

Descoberta

Entretanto, em 2016, uma tomografia computadorizada revelou que a múmia poderia não ter sido realmente Hor-Djehuty. Isso porque os ossos eram delicados demais, faltavam órgãos reprodutores masculinos e uma reconstrução tridimensional mostrou seios.

E como os artefatos não eram exatamente tratados com o melhor cuidado no século XIX, e o caixão e cartonagem foram de fato feitos para uma múmia masculina, parece que uma múmia totalmente diferente foi colocada no sarcófago em algum momento.

Por conta de algumas bandagens da múmia, provavelmente causadas por saqueadores do século XIX, é impossível saber exatamente quem era a mulher, ou mesmo se ela tinha vindo de Tebas, onde o caixão foi encontrado. Mesmo assim, alguns fatos puderam ser avaliados pelos restos mortais.

Primeiramente, ela foi mumificada com muito cuidado e com um conjunto de amuletos. Isso sugeriu que ela era alguém importante, já que a mumificação era um luxo no antigo Egito.

Observações

A múmia morreu há pouco mais de dois mil anos, entre 20 e 30 anos. E o desenvolvimento do feto sugere que ela estava entre a 26 e 30ª semana de gravidez.

Por ter sido a  primeira múmia grávida descoberta ela levanta questões sobre as antigas crenças espirituais egípcias. Ainda não está claro como ela morreu. Mas os pesquisadores acreditam que a análise dos tecidos moles preservados da múmia podem dar alguma pista.

“A alta mortalidade durante a gravidez e o parto naquela época não é segredo. Portanto, acreditamos que a gravidez pode, de alguma forma, contribuir para a morte da jovem”, concluiu Ejsmond.

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