Ciência e Tecnologia

Descoberta de fóssil de dinossauro brasileiro intriga cientistas

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Muito se estuda sobre a formação do nosso planeta e a evolução do mesmo, assim como das pessoas, dos animais e etc. Podemos encontrar, por exemplo, estudiosos que dedicam suas vidas estudando o Egito Antigo; analisando as Pirâmides, os sarcófagos e buscando artefatos capazes de nos revelar algo. Da mesma forma, existem arqueólogos que focam na Grécia, em Roma, no México e em todo o mundo. Todas as descobertas servem para nos revelar algo. Há ainda quem vai um pouquinho mais longe e busca compreender o planeta, antes mesmo dos homens racionais. Esses estudiosos focam nos animais, como dinossauro, por exemplo.

Um grupo de pesquisa liderado pela Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, descreveu algo intrigante recentemente. Eles falaram sobre uma espécie de dinossauro que viveu há cerca de 110 milhões de anos na Bacia do Araripe, região que fica entre o Ceará, Pernambuco e Piauí. Essa espécie batizada de Ubirajara jubatus. Seu destaque está na presença de duas estruturas rígidas feiras de queratina em cada lado de seus ombros. Foi publicado um artigo sobre isso, na revista científica Cretaceous Research.

De acordo com os estudiosos, as estruturas do animal não eram escamas, pelo ou penas. Essa espécie tinha um tipo de armação própria. Essa era utilizada para atrair seus parceiros ou assustar os inimigos. Confira conosco mais detalhes sobre essa espécie que está intrigando os estudiosos.

O dinossauro brasileiro que intrigou os estudiosos

O Unirajara jubatus é o primeiro dinossauro não aviário a ser descrito na Formação Crato do Brasil. Além disso, é o primeiro não aviário encontrado no antigo supercontinente de Gondwana, com a pele preservada; Segundo o artigo publicado, esse é o animal mais antigo a ter um sistema tegumentar. Isso revolucionou o comportamento desses animais. Segundo Hector Rivera Sylva, do Museu do Deserto, no México e autor do estudo, a descoberta é de grande importância para a paleontologia.

“O valor científico transcende, formando um divisor de águas, por ser a primeira evidência desse grupo [dinossauros não aviários], na América Latina, bem como uma das poucas relatadas para o subcontinente de Gondwana, ampliando o conhecimento sobre os dinossauros de penas não aviários para a América, cujas evidências são muito escassas”, revelou em nota.

Desdobramentos

Embora os autores estivessem muito empolgados desde a descoberta, a divulgação dos detalhes gerou indignação entre estudiosos brasileiros. Os cientistas se manifestaram no Twitter por meio da hashtag #UbirajaraPertenceAoBR. De acordo com eles, as investigações do fóssil da espécie, encontrado no Ceará e levado para a Europa, não teriam sido realizadas conforme a legislação do país. Como determina a Portaria MCT nº 55, de 14 de março de 1990, os materiais e dados científicos do Brasil podem ser estudados fora do país, mas com algumas condições.

A primeira delas é a participação de pelo menos um cientista brasileiro. A segunda é a devolução do material ao território brasileiro. Além disso, segundo o Decreto-Lei Nº 4.146, de 4 de março de 1942, a movimentação de fósseis para fora do Brasil deve ser validada pelo governo federal.

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