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Desejar outra pessoa é traição? Sentir culpa pode diminuir libido

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Estar em um relacionamento monogâmico é um compromisso feito pelas partes envolvidas. Contudo, nem sempre o acordo é cumprido e uma traição acaba acontecendo. E nem por isso as pessoas deixam de querer estar em um relacionamento e se casar.

Só que o conceito de traição pode não ser uma coisa tão fechada. Até porque, dependendo do acordo de cada casal, determinado ato será ou não considerado traição. Por exemplo, sentir desejo e atração por outras pessoas enquanto se está em um relacionamento feliz pode ser uma questão para muitas pessoas.

Nesse caso, existem as pessoas que se sentem culpadas em desejar outro alguém, mesmo que seja somente um pensamento. No entanto, é preciso entender que sentir desejo é um impulso e não há como controlá-lo. O que a pessoa tem controle é sobre como ela irá agir em relação a esse impulso natural.

“Sabemos que a espécie humana não é programada biologicamente para a exclusividade sexual. A monogamia nos impõe a seleção de um parceiro sexual e um acordo de exclusividade. Contudo, prometer não transar com outras pessoas não garante que não existirá o desejo sexual por outras pessoas”, explicou Lorena Muniz, psicóloga e terapeuta sexual.

Impulso natural

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Isso mostra que mesmo com a ideia que se construiu de “exclusividade de tesão”, na realidade isso não existe. Por mais que o desejo não apareça de uma maneira aleatória e indiferente por qualquer pessoa, no momento em que ele aparece é possível escolher a quem ele se direcionará.

Por conta disso que não existe razão para ter culpa. E tentar suprimir e até mesmo condenar esse comportamento impulsivo e subjetivo pode ter consequências na relação existente, fazendo com que o tesão seja perdido por completo.

“Reprimir um impulso demanda de nós um investimento psíquico alto de autocontrole. Ao ter naquele desejo uma ideia de ‘traição’ à parceria e vê-lo como algo ‘sujo’, esse sentimento passa a ser atribuído a qualquer desejo sexual, inclusive dentro do relacionamento”, pontuou Muniz.

Como resolver esse problema? Com bastante diálogo entre as pessoas e, o mais importante, respeito às individualidades sexuais próprias e também do outro. E claro, conversar de uma forma aberta a respeito dos limites dentro do relacionamento e definir o que, para os envolvidos, é ou não traição.

Traição

Como dito, o desejo por outras pessoas é uma coisa natural, o que muda de pessoa para pessoa é o que ela faz com isso. E alguns casais parecem ter a solução para evitar que a traição aconteça. Um exemplo disso foi esse casal de Madri, na Espanha, que fez um contrato de namoro fora do comum. Nele, eles estipularam multas financeiras no caso de uma traição.

Claro que esse contrato viralizou nas redes sociais depois que uma influenciadora discutiu o caso em seu perfil do TikTok. Além disso, a conversa que o casal Verónica e Gabriel teve também acabou se tornando pública. Com isso, todos souberam que o contrato foi estipulado por Verónica por conta da sua grande desconfiança.

Então, com seus conhecimentos jurídicos, a mulher acabou criando um contrato para detalhar os termos e as condições do seu namoro. O mais curioso é que Gabriel aceitou sem questionar nenhum dos termos do contrato e estava bem ansioso para começar um relacionamento sério com Verónica.

Depois do contrato assinado, o namoro começou oficialmente, tendo vários compromissos assumidos pelas duas partes. Entre eles, a proibição de ter conversas explícitas com terceiros através de qualquer meio. Se isso for descumprido, a pessoa pagará uma multa de 500 euros, equivalente a 2.780 reais.

Violações mais graves, como um “contato oral” com outra pessoa tem uma multa maior, de dois mil euros, ou 11.120 reais. Já a traição sexual gera uma multa de cinco mil euros, cerca de 27.800 reais.

Segundo o contrato assinado pelo casal, qualquer multa deve ser paga dentro de duas semanas depois da descoberta da traição. E existe uma multa adicional de 50 euros, 278 reais, se uma das partes que estiver culpada tentar esconder a traição.

Outro ponto estipulado no contrato é que o casal tem o direito de rescindir o contrato a qualquer momento, o que provavelmente seria o fim do relacionamento.

Depois de ter assinado o contrato, Gabriel postou uma foto com o papel e publicou nas redes sociais. Com isso, várias reações vieram, indo desde as pessoas que não acreditavam que o casal tinha feito algo do tipo, até pessoas que admiraram o ato.

Alguns dos comentários foram: “O contrato mais surreal”, “É assim que deve ser”, “Se existe um contrato de infidelidade, também deve haver um contrato de relacionamento”, “É ótimo”, “Na verdade, é uma ideia muito boa”, “Vejo isso lógico!”, “Melhor sozinho do que mal acompanhado”, “Ele tem muita confiança em si mesmo” e “Que par tóxico, haha”.

Fonte: Metrópoles, Mistérios do mundo

Imagens: Moral revolution, Anoreg-PR

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