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Nove vezes em que a Mega-Sena virou caso de polícia

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A notícia do envolvimento entre Mega-Sena e polícia não são incomuns Brasil afora, principalmente quando envolve grandes quantias de dinheiro. Além disso, várias pessoas buscam ajuda da Justiça quando se sentem lesionadas pelo ocorrido.

Foi o fato que ganhou repercussão após a Mega da Virada, conhecida loteria que ocorre no final no ano. Nesse caso, um grupo de 10 moradores de São José da Bela Vista, em São Paulo, registrou um boletim de ocorrência contra o responsável pelo bolão que levou R$ 108,3 milhões na loteria anual.

Os envolvidos disseram que pagaram para participar do grupo, mas não receberam o prêmio. O organizador afirmou que fez dois bolões diferentes, mas só um ganhou, e os apostadores disseram que não foram avisados desta decisão.

Por isso, o caso envolveu polícia novamente, mas não é a primeira vez que isso acontece. Relembre outros 9 casos em que morte, ameaças e processos foram o resultado de um jogo de sorte, ou azar.

9 casos que envolveram Mega-Sena e polícia

1. Bombeiro não registra bolão

Um bombeiro do Paraná não registrou um bolão que teria reunido pelo menos 90 pessoas no departamento estadual. O jogo não foi feito, e eles teriam sido premiados com a quina da Mega da Virada de 2022. Ao todo, 2.485 apostas acertaram cinco números, sendo um prêmio de R$ 45.438,78

O Corpo de Bombeiros do Paraná confirmou para a mídia que abriu um procedimento administrativo para apurar esse fato. No entanto, o bombeiro devolveu o valor das apostas. Sua identidade não foi divulgada, assim como o valor pago pelos apostadores.

2. Ganhador é assassinado em SP

Via UOL

Um caso mais sério que envolveu Mega-Sena e polícia foi quando um ganhador de São Paulo foi morto após uma aposta simples em 2020.

Jonas Lucas Alves Dias acertou os 6 números e levou R$ 41,7 milhões na Mega-Sena. Entretanto, apareceu assassinado em setembro de 2022, em Hortolândia (SP).

Ele desapareceu quando saiu de casa para caminhar, levando sua carteira, e seu corpo apareceu nas margens da Rodovia dos Bandeirantes, próximo ao bairro Jardim São Pedro.

Na época, cinco suspeitos de envolvimento no crime foram presos. No entanto, apenas Marcos Vinicyus Sales de Oliveira, “Vini”, de 22 anos, confessou sua participação no crime, enquanto os outros negaram qualquer relação.

3. Disputa patrão x empregado e pensão

Um patrão e um ex-empregado envolveram Mega-Sena e polícia quando entraram na Justiça por um acerto na loteria, em 2007.

O empresário Altamir José da Igreja, caminhoneiro e dono de uma pequena serralheria, e o marceneiro Flávio Bassi Junior, seu funcionário, fizeram o jogo juntos. Segundo informações, o acordo seria dividir o prêmio em partes iguais caso vencessem, mas o bilhete ficou com o patrão.

Esse caso teve resolução apenas em 2015, quando o prêmio recebeu divisão igualmente em R$ 27,7 milhões. No entanto, em 2021, Altamir foi preso pela Justiça de Santa Catarina por não pagar pensão alimentícia no valor de R$ 160 mil para sua filha, portadora de microcefalia.

4. Amigo da onça

Um ex-morador da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, mudou de vida quando ganhou o prêmio da Mega-Sena, no valor de R$100 milhões, em 2017. Para administrar o total da fortuna, o homem contratou seu amigo, André Luiz Lobo. Entretanto, suspeitou de estar bancando uma vida de luxos do homem, e o caso envolveu polícia dois anos depois.

Após investigações, a Polícia Civil prendeu o suspeito temporariamente em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Ele foi apontado como autor de desvio de dinheiro e posse de imóveis do milionário, aproveitando-se indevidamente.

5. Pai suspeito de planejar morte de filho

Francisco Serafim de Barros era superintendente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT) quando recebeu ordem de prisão na sede da instituição, suspeito de planejar a morte do próprio filho.

Via Senado

O caso envolveu Mega-Sena e polícia porque Fábio Leão Barros ganhou na loteria, quatro anos antes. No entanto, era menor de idade, e tinha apostado com autorização do responsável. Por isso, pediu para o pai guardar o dinheiro. O plano foi descoberto e dois homens foram presos.

6. A viúva da Mega-Sena

Renné Senna, com 54 anos, ganhou R$ 51,9 milhões na Mega-Sena de 2005. Ele tinha duas pernas amputadas pela diabetes na época. Seu corpo foi encontrado, vítima de tiros, dois anos depois, no Rio de Janeiro.

Sua viúva, Adriana Almeida, foi presa, sendo suspeita de mandar uma pessoa assassinar o homem. Outras cinco pessoas foram presas no caso. Contudo, ela foi absolvida do crime. O Ministério Público pediu anulação da decisão, e a sentença foi alterada em dezembro de 2018.

7. A aposta sem prêmio

Um dos principais casos de Mega-Sena e polícia no Brasil são apostas sem prêmio. Um grupo de 40 pessoas dividiu um bolão e ganhou R$53 milhões na loteria.

Entretanto, quando conferiram, as cotas compradas na lotérica Esquina da Sorte em Novo Hamburgo (RS) não tinham entrado para o registro. Alguns entraram na justiça por danos morais, mas os pedidos receberam negativa.

8. Dinheiro e morte

Enquanto isso, casos de Mega-Sena e polícia envolvendo morte infelizmente também são comuns. O empresário Miguel Ferreira de Oliveira ganhou R$ 39 milhões na loteria, mas foi alvejado enquanto bebia em um bar, em 2018.

Ele se mudou de São Paulo para Campos Sales (CE) em busca de uma vida mais tranquila. Contudo, levava o nome de “o milionário da Mega-Sena” na região.

Os suspeitos foram presos, mas negaram as acusações. O principal indicado, Antônio dos Santos, estava foragido da Justiça e recebeu identificação como autor dos disparos. Um ano depois, também foi encontrado morto.

9. Sem bilhete legível, sem prêmio

Via UOL

Por fim, mais um caso de Mega-Sena e polícia aconteceu no Rio Grande do Sul quando um casal tentava resgatar um prêmio no valor de R$ 29 milhões, de 2014.

Seu pedido foi recusado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) em 2021. Isso porque os desembargadores avaliaram que o bilhete não estava legível o suficiente para ser válido.

Embora fossem apostadores recorrentes, deixaram o bilhete na máquina de lavar e ele perdeu a legibilidade. No entanto, recorreram alegando que os números vencedores e identificação do concurso ainda estavam visíveis no papel.

 

Fonte: UOL

Imagens: UOL, Senado

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