Doença genética faz com que pele de pessoas de uma comunidade rural derreta

Habitantes de um povoado no centro de Goiás sofrem de uma doença conhecida como xeroderma pigmentoso. Eles são conhecidos como o maior grupo a ter essa condição genética rara.

Um em cada 40 residentes de Araras, uma comunidade agrícola, tem “derretido” ao longo dos anos devido à condição que suscita uma sensibilidade extrema ao sol.

Djalama Antonio Jardim, de 38 anos, sofre com a xeroderma pigmentoso desde que ele tinha 9 anos, e mesmo depois de 50 cirurgias para remover tumores de pele, sua condição continua a piorar.

O trabalhar sempre esteve exposto ao sol no trabalho com a terra, plantando arroz e cuidado da criação de animais. “À medida que os anos passaram a minha condição piorou”, afirma Jardim.

Ele não trabalha mais na agricultura, sobrevive de uma pequena pensão do governo e agora usa um grande chapéu de palha para proteger o rosto, além de uma máscara alaranjada, em um esforço de camuflar a forma como a doença tem avançado sobre a sua pele, especialmente lábios, nariz, bochechas e olhos.

Primeiros sinais da doença

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Os pacientes com xeroderma pigmentoso normalmente apresentam os primeiros sinais da doença quando são mais novos. Inúmeras sardas e pequenas protuberâncias começaram a aparecer no rosto, um sinal de que os pais devem proteger imediatamente os seus filhos contra o sol.

A condição rara da pele faz com que o tecido que cobre o olho se torne extremamente sensível à luz ultravioleta. Além disso, a doença é autossômica recessiva. Em outras palavras, a mãe e o pai devem transportar o gene para a doença se desenvolver em seus filhos.

De geração em geração

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Araras tem uma taxa maior de ocorrência da doença porque a aldeia agrícola foi fundada apenas por algumas famílias, e várias delas eram compostas por portadores da doença.

Isso significa que ela foi passada para as gerações futuras, uma vez que no povoado é comum que os primos se casem, o aumento a incidência da doença de pele.

Sintomas e tratamento

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Normalmente, quando o corpo está exposta à luz solar, os raios UV danificam o ADN nas células da pele, mas o corpo é capaz de reparar estes danos. No entanto, o corpo não é capaz de corrigir os danos do sol em pessoas com a doença genética, o que resulta na pigmentação muito fina e manchas na pele.

Atualmente, a melhor forma de controlar os sintomas da doença é evitar o sol e usar protetor solar, chapéus e óculos de sol ao sair à luz. Em um esforço para promover a detecção precoce e tratamento, os moradores, como a professora Gleice Francisa Machado começaram uma associação para educar a população sobre a doença.

O filho de 11 anos de idade da professora, Alison, sofre da doença, por isso ela quer que os pais a assumam de forma proativa o cuidado de seus filhos, mesmo que eles não apresentem os sinais visíveis da doença no início.

“O sol é o nosso maior inimigo e os afetados devem trocar o dia pela noite, para viverem mais tempo”, afirma Machado. A detecção precoce é essencial, uma vez que a xeroderma pigmentoso pode colocar pacientes em risco de sofrer distúrbios neurológicos.

Além disso, eles também se tornam sujeito a dificuldade para caminhar, entre outras condições. Os portadores da doença e seus descendentes também são altamente suscetíveis a desenvolver câncer de pele.

Para entender melhor assista ao vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=rS2qGCXESSM

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