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Entenda como essa mulher quase morreu depois de beber shoyo

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Para os fãs de comida oriental, o nome shoyu é muito comum. Trata-se de um molho típico da Ásia. Salgado, escuro e com um sabor único. É feito à base de soja, trigo e sal marinho. Usado para temperar saladas, legumes, tofu e peixes. Por ter o gosto um pouco “forte”, muitas pessoas não gostam, ou usam em pequena quantidade, que inclusive é a recomendação médica. No entanto, uma mulher americana, de 39 anos, exagerou na dosagem e teve sérios problemas de saúde.

C. G., como foi identificada, chegou em um pronto-socorro americano de Illinois com sintomas que indicavam deterioração rápida da função cognitiva. Para a surpresa do médico, a causa era o consumo excessivo de molho shoyu. A paciente tinha ingerido mais de um litro do produto. Considerando que cada 100 gramas do produto equivale a 5.493 mg de sódio, essa quantidade tem cerca de 66 gramas de sódio. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, um ser humano adulto deve consumir apenas 2.000 mg de sódio ou 5 gramas de sal, por dia.

Em vídeo, o médico Bernand explica um pouco mais sobre o caso

Durante o percurso de ambulância, o coração parou de bater, mas ela foi ressuscitada. C. G. chegou ao pronto-socorro em estado grave. Os médicos começaram o tratamento imediatamente contra a hipernatremia aguda, que é causada quando se ingere grandes quantidades de sal. Nesse caso, as células que revestem o trato digestivo expelem automaticamente a água. A paciente ficou extremamente desidratada, o que fez com que seus órgãos, músculos e seu cérebro despejassem tanta água que não podiam mais funcionar.

Ao estudar a fundo o caso da mulher, os médicos descobriram mais problemas no organismo. A mulher estava em um tipo de dieta nos últimos seis meses. A alimentação era baseada apenas em peixe enlatado e pão branco. Ela estava fraca e havia perdido aproximadamente 11 quilos. A procura pelo corpo perfeito poderia ser avaliada como um transtorno desencadeado por problemas psicológicos. Antes de chegar a esse ponto, ela havia sido internada em um hospital psiquiátrico com suspeita de esquizofrenia com paranoia.

O tratamento tornou possível a estabilização do caso de C. G. Quatro dias depois do “susto”, ela recuperou a consciência. Mas a lesão no tronco cerebral, chamada mielinólise pontina centra, causou dificuldades para falar e engolir, além da dificuldade de locomoção de todos os membros. Casos como esse, servem se alerta para as pessoas de que nunca se deve fazer mudanças bruscas na alimentação sem acompanhamento profissional.

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