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Entenda porque mamar no peito até 1 ano aumenta o QI, renda e escolaridade na vida adulta

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Quentinho, gelado, natural, com frutas, no café da manhã, após o jantar, não importa, leite é leite. É considerado um alimento completo pois é fonte de vários nutrientes que são essenciais ao bom funcionamento do organismo.

O leite é um excelente meio de prevenção de doenças e ajuda até a controlar os níveis de colesterol em nosso sangue. Seus derivados são essenciais para a dieta humana. O leite é importante para nós desde que nascemos.

Leite

leite materno é a primeira e principal fonte de nutrição dos recém-nascidos. Eles se alimentam desse leite até que consigam comer ou digerir alimentos sólidos. Esse leite é fundamental para a saúde das crianças nos seis primeiros meses de vida. Ele é um alimento completo e fornece os nutrientes necessários para os bebês.

E como se todos os benefícios que o leite materno dá para o bebê já não fossem mais do que suficiente, existe mais um que pode encorajar as mães a amamentarem seus filhos por mais tempo. Pela primeira vez, um estudo conseguiu relacionar a amamentação prolongada com índices de QI, escolaridade e renda média.

Esse estudo concluiu que as crianças que ingeriam leite materno por até 12 meses tinham rendimentos melhores em todos os fatores.

Benefícios

Essa pesquisa foi liderada pelo epidemiologista Cesar Victora e demonstra que os bebês cuja alimentação é baseada no leite materno até 12 meses apresentam, quando chegam aos 30 anos, quatro pontos a mais no nível de QI, o que é cerca de 30% acima da média. Além de 0,9 ano mais de tempo de escolaridade e uma renda mensal 349 reais superior, o que é 30% acima da média.

O artigo “Associação entre aleitamento e inteligência, alcance educacional e renda aos 30 anos de idade: um estudo prospectivo de grupo de nascimento no Brasil”, que foi publicado em 2015, deu ao pesquisador brasileiro o Prêmio Gairdner, que é um dos mais importantes do mundo na área da ciência da saúde.

“Há vários mecanismos pelos quais o leite humano pode melhorar a inteligência. O mais conhecido é a ação dos ácidos graxos insaturados de cadeia longa, que são essenciais para o crescimento do cérebro. Cerca de 70 a 80% do cérebro se forma nos primeiros dois anos de vida”, explicou Victora.

Além disso, o pesquisador cita também outros mecanismos ligados ao microbioma do bebê em estágio de amamentação. Como por exemplo, estudos recentes ligam a  função do intestino de sintetizar substâncias que ativam o cérebro, como por exemplo a serotonina, as citoquinas e outros metabolitos.

“Pistas sobre os mecanismos pelos quais micróbios intestinais interagem com o cérebro estão começando a emergir, mas ninguém ainda sabe o quão importante são esses processos no desenvolvimento humano e sua saúde”, disse o microbiólogo Rob Knight, da Universidade da Califórnia.

Amamentação

Desde a década de 1980, o aleitamento materno mais duradouro tem sido recomendado como uma maneira de combater a mortalidade infantil e a contaminação por doenças infecciosas.

E a partir de um estudo publicado em 1987, pelo epidemiologista brasileiro, as agências internacionais como a  OMS e Unicef também recomendam o aleitamento exclusivo durante os primeiros seis meses de vida. O estudo concluiu que fazer isso diminuía em 14 vezes o risco de morte por diarreia e em 3,6 vezes o risco de morte por infecções respiratórias.

Em um estudo posterior, que monitorou 11 mil crianças de 1982 a 2006, o professor da Universidade Federal de Pelotas concluiu que para diminuir os fatores de risco de doenças crônicas na vida adulta era preciso priorizar as intervenções nutricionais nos primeiros mil dias. Ou seja, desde o começo da gestação até o segundo ano de vida.

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