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Entidade brasileira alerta aumento de morte por infarto entre mulheres jovens

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A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alertou a população sobre o aumento do infarto em mulheres jovens, com resultados fatais.

A postagem trata sobre as formas que os profissionais abordam e promovem prevenção das doenças isquêmicas do coração (DIC) em mulheres com menos de 55 anos.

A SBC propõe uma abordagem específica para o controle dessas doenças em pacientes do sexo feminino.

O Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC elaborou um documento que também apresenta dados epidemiológicos baseados em estudos, os quais indicam um aumento na mortalidade de mulheres mais jovens por DIC, mesmo que tenha diminuído nas últimas duas décadas.

No ano passado, a Associação Americana do Coração (AHA) também emitiu uma declaração científica enfatizando que homens e mulheres podem apresentar sinais e sintomas diferentes em doenças cardiovasculares, com pequenas sutilezas.

Portanto, é importante ressaltar a identificação dos sintomas para que possam receber o tratamento adequado.

A cardiologista Gláucia Maria Moraes de Oliveira, uma das coordenadoras do posicionamento, afirmou que a SBC decidiu fornecer orientações específicas para as mulheres.

Isso porque já existem estudos sobre as peculiaridades desse grupo. No entanto, ainda não existia um registro formal com todas essas informações reunidas no mesmo lugar.

Conforme a cardiologista divulga, os departamentos agora avaliam os riscos de infarto em mulheres jovens, reunindo informações e posicionamentos inéditos.

Desta forma, os médicos da linha da frente saberão como atuar nesta situação e prevenir, diagnosticar e tratar a doença. Ataques cardíacos em mulheres são mais sutis, mas igualmente perigosos e devem ser avaliados com cuidado.

Via Freepik

Principal causa de morte

A doença isquêmica do coração continua sendo a principal causa de morte entre homens e mulheres no Brasil e no mundo. Estima-se que pelo menos 380 mil brasileiros morram a cada ano por doenças cardiovasculares.

De acordo com a classificação da SBC, estudos têm mostrado que as taxas de angioplastia em mulheres são significativamente menores e as taxas de mortalidade intra-hospitalar são significativamente maiores.

O documento também destaca que a prevalência de MINOCA (infarto do miocárdio sem obstrução arterial coronária) é maior entre as mulheres.

Um dado que chama a atenção no posicionamento é que a taxa de anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs) por doença isquêmica do coração a cada 10 mil habitantes foi a segunda causa mais comum de incapacidade entre as mulheres.

Dessa forma, fica atrás apenas de distúrbios relacionados à gestação. O artigo também mostra que, além dos fatores de risco específicos de gênero, como gravidez e menopausa, fatores de risco cardiovascular não tradicionais, como estresse mental e depressão, são mais comuns em mulheres.

A mensagem deste documento é alertar para os ataques cardíacos em mulheres jovens cujos números são surpreendentes.

De acordo com os médicos da atenção primária, não existem protocolos preventivos adequados para lidar com esse cenário.

Um terço das mulheres brasileiras morre de doenças cardiovasculares, por isso é importante estar atento.

O documento também revela que menos de 10% dos grupos têm controle sobre seus fatores de risco para infarto em mulheres jovens, com destaque para a hipertensão (menos de 1/3 das mulheres conhecem seus níveis).

Além disso, menos de 50% delas recebem tratamento medicamentoso adequado, e a aderência ao tratamento e a participação na reabilitação cardíaca são baixas.

Informação é a solução

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Para a cardiologista Juliana Soares, do Hospital Israelita Albert Einstein, é crucial haver informações de qualidade sobre o tema, tanto para os profissionais de saúde quanto para as pacientes.

Dessa forma, poderá melhorar o manejo das doenças cardiovasculares, incluindo aspectos relacionados à prevenção e ao reconhecimento dos sintomas.

Como relata, em sua rotina observa milhares de mulheres com informações sobre sua saúde. No entanto, ainda existem protocolos desatualizados sobre o assunto.

Por isso, com atualizações e atenção no assunto, é possível identificar quando ocorre infarto em mulheres jovens, e saber o que lidar rapidamente, evitando os resultados mais negativos.

Essas ações de educação médica podem revolucionar o cenário, e cuidar das mulheres adequadamente.

 

Fonte: Revista Galileu

Imagens: Freepik, Freepik

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