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Esqueleto de baleia rara é descoberto na Tailândia

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Um esqueleto de baleia em perfeito estado de conservação foi descoberto recentemente na Tailândia. Acredita-se que o esqueleto tenha entre 3.000 e 5.000 anos. Os ossos foram encontrados a cerca de 12 km (7,5 milhas) da costa oeste de Bangkok. De acordo com uma equipe de profissionais, o esqueleto, de 12 m (39 pés) de comprimento, pertencia a uma Baleia-de-Bryde.

Os especialistas esperam que a descoberta possa fornecer “uma janela para o passado”, especialmente para pesquisas que analisam o nível do mar e a biodiversidade. Segundo Marcus Chua, pesquisador de mamíferos da Universidade Nacional de Cingapura, os ossos, parcialmente fossilizados, são “um achado raro”.

Esqueleto

As imagens do esqueleto foram compartilhadas pelo ministro do meio ambiente da Tailândia, Varawut Silpa-archa. As fotos mostram os ossos aparentemente quase intactos. “Existem poucos subfósseis de baleias na Ásia. E a maioria não estão em tão boas condições”, explicou Chua.

De acordo com o ministro, mais de 80% do esqueleto já foi recuperado, incluindo vértebras, costelas, nadadeiras e uma omoplata. Estima-se que a cabeça do esqueleto, sozinha, tenha cerca de 3m de comprimento.

Chua acredita que a descoberta irá possibilitar os pesquisadores descobrirem novas informações sobre as Baleias-de-Bryde, principalmente porque os especialistas, agora, podem comparar o esqueleto encontrado com os das baleias da mesma espécie que habitam o oceano hoje.

O esqueleto também fornecerá informações sobre as “condições paleobiológicas e geológicas da época, incluindo uma estimativa do nível do mar, tipos de sedimentos e as comunidades biológicas da época”.

“O esqueleto, portanto, é praticamente uma janela para o passado”, disse Chua. A datação dos ossos por carbono ainda não foi realizada. As análises devem começar ainda este mês.

O golfo da Tailândia mudou bastante nos últimos 10.000 anos. O nível do mar, por exemplo, é 4m mais alto e a região possui atividade tectônica ativa. Além disso, as Baleias-de-Bryde, que vivem em águas temperadas e tropicais, ainda podem ser encontradas na Tailândia hoje.

As Baleias-de-Bryde

As baleias-de-Bryde receberam esse nome em homenagem ao norueguês Johan Bryde. O indivíduo foi responsável pelo desenvolvimento da primeira estação de caça a baleias na África do Sul. Mesmo tendo criado uma estrutura voltada para a caça, a espécie nao foi tão afetada pela atividade. O motivo? Não são encontradas facilmente.

De acordo com uma reportagem publicada pelo G1, em 2019, as baleias-de-Bryde, cujo corpo esguio e alongado mede cerca 16 metros de comprimento, raramente são vistas. Segundo biólogos que estudam a vida marinha, a espécie, que é natural do litoral brasileiro, além de não se aproximar de embarcações, é altamente discreta.

“Elas passam a maior parte do tempo submersas, vindo à superfície dar respiros curtos, quando vão seguir em navegação mais próxima à superfície, ou longos respiros, quando vão fazer mergulhos profundos”, explica a bióloga e fotógrafa, Arlaine Francisco.

Para a especialista, as baleias-de-Bryde também são especialistas em “fugir”. Ou seja, para muitos biólogos, estudá-las é um verdadeiro desafio. “Elas podem mergulhar por longos períodos e mudar rapidamente a direção do nado, desaparecendo com facilidade. São animais de natação rápida, que podem atingir até 25 quilômetros por hora”, conta Aline.

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