Essa é a reconstrução mais precisa do Tiranossauro Rex até o momento

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesoutubro 16, 2018

Os dinossauros estão na nossa imaginação, provavelmente, desde que nós éramos crianças. Mas quem garante que aqueles brinquedos ou mesmo as versões que vemos nos filmes são a maneira exata de como esses animais eram há mais de 60 milhões de anos. Imaginar sua forma requer fósseis detalhados, suposições e uma imaginação criativa.

E com o passar do tempo e da publicação de novas pesquisas, a aparência desses gigantes vai melhorando. E com as pesquisas mais atualizadas a respeito do T-Rex, uma equipe montada por artistas e paleontólogos dizem ter a imagem mais precisa de todos os tempos desse dinossauro.

Essa imagem não se assemelha muito com o que Hollywood nos mostrou em Jurassic Park. A mudança, que pode ser mais chocante, é a ausência das penas. O que alguns especialistas dizem não estar em nenhum lugar no corpo do Tiranossauro Rex.

“[A equipe] trabalhou desde o esqueleto, passou meses acertando os músculos, e os resultados estão agora disponíveis para todo mundo ver”, disse o paleobiólogo e principal artista do esqueleto, Scott Hartman. Ele ainda diz que a quantidade de tempo investido e atenção aos detalhes o surpreendeu.

“Como em qualquer reconstrução, há, é claro, alguns detalhes que não podemos conhecer e interpretações concorrentes que são igualmente prováveis. Mas posso dizer honestamente que essa foi a tentativa mais exaustiva de restaurar um animal extinto em que trabalhei”, afirma.

Imagem

Quem estava à frente das imagens conceituais era RJ Palmer, que analisou mais de 20 artigos publicados sobre o dinossauro e sua fisionomia. O artigo analisado mais a fundo por ele foi o publicado em 2017, na Biology Letters, que dizia que o animal não poderia ter penas aonde anteriormente foi sugerido que ele tivesse.

É claro que até mesmo essa versão está para debate, mas Palmer e sua equipe acham que tem a melhor representação do T-Rex baseada nas evidências atuais. Na parte de trás do pescoço do dinossauro foram colocadas placas de queratina, o mesmo padrão que os pássaros têm em seu desenvolvimento.

A equipe também colocou tecido extra-oral no queixo para que os dentes ficassem escondidos quando a boca estiver fechada. Isso se baseia nos pequenos buracos que foram encontrados nos ossos do dinossauro, que podem ter sido por onde os nutrientes eram dados a esse tecido.

Nova versão

Essa versão do T-Rex foi feita com muita atenção até na diferenciação das garras. Sendo as patas arredondadas para conseguirem bater no chão e a mãos com garras afiadas para conseguirem fazer variadas coisas.

A pintura gigante do dinossauro, que levou 320 horas para ser feita, segundo Palmer, será exibida no Museu de História Natural e Ciência do México. E no frigir dos ovos, esse trabalho não é totalmente respaldado e é cheio de palpites, mesmo que sejam os mais estudados até agora. Mas ele abre um novo capítulo na história de como vamos ver o T-Rex daqui pra frente.

“Eu tenho que dizer que não há muitos projetos palaeo onde essa atenção é dada à produção de aparências dignas de animais”, diz o paleontologista e paleoartista Mark Witton , que também trabalhou como consultor no projeto.

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