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Essas fortes imagens vão mostrar o cotidiano das famílias venezuelanas que resolvem deixar o país

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Gregg Segal é um renomado fotógrafo americano. Seu trabalho mais conhecido é o chamado “Daily Bread” (Pão de cada dia). Nesse, ele retrata o que crianças se alimentam ao redor do mundo em um ensaio fotográfico tocante. O intuito é mostrar através de imagens como a desnutrição e a poluição do planeta são um problema urgente.  Seu trabalho já foi reconhecido internacionalmente por instituições de renome como a The American Photography Communications and Arts, e a The New York Press Club entre várias outras. O seu mais recente trabalho segue essa linha, mas, dessa vez, mostrando o cotidiano de famílias venezuelanas que deixaram o seu país, em busca de uma vida melhor.

Na nova série, intitulada “Undaily Bread” (Pão de um dia), o fotógrafo procura retratar a dura realidade de pessoas que, em meio ao caos, optam por abandonar tudo para buscar uma vida melhor. As imagens fortes mostram família ao lado de todos os bens que conseguiram levar nessa jornada de esperança. Por meio dessas imagens, ele busca expor para o mundo, os problemas atuais e urgentes que estão acontecendo enquanto ninguém está olhando.

As famílias

A série fotográfica mostra vários imigrantes venezuelanos com todos os seus pertences ao seu redor. Dando uma ideia real da situação daquelas pessoas. O projeto foi criado em uma parceria com a ACNUR, uma organização que ajuda refugiados em todo o mundo. A ideia de uma série afetiva mostra como é a dura realidade de refugiados venezuelanos, que tomam uma decisão drástica de fugir para sobreviver.

As imagens mostram desde a escassez de alimentos para as refeições diárias até as roupas e calçados surrados. Cada foto vem acompanhada de uma legenda, que conta brevemente sobre a jornada e dificuldades de cada família.

“Para mim, a fotografia se comunica melhor do que simplesmente palavras. As estatísticas são importantes, mas as pessoas não estão interessadas em estatísticas”, afirma Segal à Colossal. “Elas são emocionantes porque descrevem o quão pouco as pessoas têm”.


As imagens

“Arianny Torres colocou algumas mudas de roupa, alguns brinquedos, remédios, fraldas, uma mamadeira, fotos de parentes e a Bíblia na mochila. Com o filho Lucas e a filha Alesia, ela viajou 976 quilômetros de Maracaibo à Bogotá. Às vezes, eles pegavam carona. Outras vezes, pegavam um ônibus, cortando a pequena quantia de dinheiro que Arianny havia reservado para comer. Agora, ela vende doces na Praça Bolívar e, embora as coisas possam melhorar, pelo menos a vida é mais estável do que na Venezuela e seus filhos são capazes de comer três vezes por dia. Vejo a determinação de Arianny em encontrar uma vida mais esperançosa em seu olhar fixo”, descreve o fotógrafo sobre a imagem.

“Nathalia Rodriguez (9), que caminhou de Barquisimeto, Venezuela para Bogotá com sua mãe. Na viagem, comeu apenas pão, bolachas, arepas, batatas fritas, água, suco, pirulitos e a única fruta que podiam pagar, bananas. Faz 3 anos desde que Nathalia comeu uma maçã. Maçãs administram 5.000 bolivas agora na Venezuela, cerca de US $ 12. Apesar da estrada difícil que ela percorreu, Nathalia projeta resiliência e determinação. ”

“A filha de Yosiahanny sente o chute de seu irmão ou irmã no ventre de sua mãe. Eles fizeram a viagem da Venezuela sobrevivendo em arepas e água. Embora a vida em Bogotá seja difícil, Yosiahanny está agradecida por poder comer mais de uma vez por dia. O que torna a crise tolerável é o amor, diz ela”.

“Quando conheci Williams, de 7 anos, ele me mostrou sua mochila, na qual carregava algumas coisas de casa, incluindo sua última tarefa de casa. Ele sente falta das arepas de sua avó e do frango estufado. Na longa caminhada da Venezuela, havia apenas pão, água, biscoitos e frutas para comer. ”

Enfim e você, o que achou dessas imagens?

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