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Esse foi o estrago que os testes nucleares da Coreia do Norte fizeram na natureza

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      17/05/18 às 13h32

Em 3 de setembro de 2017, a Coreia do Norte realizou seu mais recente teste nuclear, em Punggye-ri. O teste foi considerado o maior de todos até hoje, e resultou em tremores de magnitude de 6,3 na escala Richter. Cerca de oito minutos depois do teste, os geólogos detectaram um outro tremor de magnitude 4,1 no local onde foi realizado o teste: o interior de uma montanha.

Um colapso maciço poderia tornar o local inútil para futuros testes nucleares, e ainda poderia aumentar o risco de gases radioativos escaparem na atmosfera. Após o anúncio da Coreia do Norte de que planejava fechar seu principal local de testes no Monte Mantap, as especulações a respeito do que eles chamaram de "Síndrome da montanha cansada" foi reforçado.

Os efeitos

Em um estudo publicado na revista científica Geophysical Research Letters, geólogos chineses afirmaram que a montanha teria desmoronado após o último teste nuclear. Os cientistas utilizaram imagens de satélite para descobrir que o Monte Mantap teria se movido cerca de 3,5 metros e teria encolhido cerca de 0,5 metro após a explosão.

Comparações foram feitas do Monte Mantap antes e após a explosão. As imagens foram capturadas através de ondas eletromagnéticas que medem a luz refletida da Terra, emitidas por um satélite, e de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, a tecnologia possibilita a criação de imagens de alta resolução. Mesmo sob condições de mau tempo e pouca luz.

"Isso pode indicar um colapso na montanha. Mas não poderíamos dizer se este é o colapso de todo o local ou apenas um colapso do túnel, já que não há evidência direta disso", disse Teng Wang, pesquisador do Observatório da Terra em Cingapura e na Universidade Tecnológica de Nanyang. "As pessoas precisariam investigar no local para descobrir isso", acrescentou Wang.

Os pesquisadores ainda afirmaram que a força da explosão foi de de 120 a 304 quilotons, cerca de 10 vezes maior que a força da bomba que atingiu Hiroshima. Teng Wang, acredita que este estudo publicado poderá auxiliar a impulsionar a utilização de imagens de satélite para estudar e observar testes nucleares subterrâneos.

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Via   Live Science  
Imagens Agora Press
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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