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Estudo afirma que o ''começo de tudo'' pode não ter sido por causa do Big Bang

POR Mateus Graff    EM Ciência e Tecnologia      20/03/18 às 09h21

Os cientistas dizem que o Big Bang é onde tudo começou. Dizem que a criação do universo foi por meio de uma grande explosão. Mas e se caso a história tivesse sido completamente diferente? E se a vida não tivesse surgido como muitas pessoas pensaram? Um novo estudo diz que a história é um pouco diferente do que a maioria pensa.

O estudo diz que o Big Bang nos leva para um diferente tipo de início em um universo invertido. A pesquisa, caros leitores, foi publicada na revista científica Physics Letters B. e a Fatos Desconhecidos traz mais detalhes desse estudo para vocês.

O Big Bang

Antes de mais nada vamos tentar entender o Big Bang.  O estudo apoia-se, em parte, na teoria da relatividade de Albert Einstein e nos estudos dos astrônomos Edwin Hubble e Milton Humason. Essa teoria foi anunciada em 1948 por George Gamow, um cientista russo naturalizado estadunidense e o padre e astrônomo belga Georges Lemaître.

Os dois afirma que o Universo surgiu após uma grande explosão cósmica entre 10 e 20 bilhões de anos atrás. A explosão, no caso, se refere a uma liberação de energia, criando o tal do espaço-tempo. Existia uma mistura de partículas subatômicas que se moviam com velocidades próximas à da luz.

Os prótons e nêutrons se associaram para formarem núcleos de átomos leves, que são os principais elementos químicos do Universo (hidrogênio, hélio e lítio).

Depois de se expandir, o Universo também se resfriou e acabou mudando de cor. Cerca de 1 milhão de anos após o instante inicial, a matéria e a radiação luminosa se separaram do Universo e ficou transparente (com a união dos elétrons aos núcleos atômicos).

Essa união permitiu luz 'caminhar' livremente. Depois de mais ou menos 1 bilhão de anos após a explosão, os elementos começaram a ser unir e assim derem origem as galáxias.

A teoria do novo estudo

O novo estudo foi feito pelos físicos Tim A. Koslowski, Flavio Mercati e David Sloan. Eles mostraram um modelo que ressalta as contradições do Big Bang de acordo com a relatividade geral. Falando sobre a singularidade, os físicos fizeram uma nova interpretação do modelo de espaço e expansão. Eles distinguiram o próprio espaço-tempo do 'material' dele.
A equipe chegou a uma descrição do Big Bang onde a física fica intacta conforme o estágio em que atua se reorienta. Em vez de uma singularidade, os físicos deram outro nome: 'ponto de Janus' (uma homenagem a um deus romano com dois rostos).

Mas antes desse ponto, as posições relativas e as escalas de coisas que compõem o Universo se achatariam em uma panqueca bidimensional à medida que voltamos no tempo. Quando as mesmas passam pelo ponto de Janus elas se tornam 3D novamente.

É algo parecido com um Universo 'invertido'. A equipe de físicos acredita que isso poderia ter grandes implicações na simetria da física de partículas e quem sabe produzir um Universo baseado principalmente em antimatéria.

Mas e vocês, acham que essa nova teoria faz sentido ou esses físicos estão 'viajando'? Comentem!

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Mateus Graff
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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